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Mostrando postagens de setembro, 2024

SER FELIZ

Ser feliz é um estar no mundo onde a gente se sente bem. Eu sempre digo ao final do dia: eu sou um homem feliz. E venho aqui e registro várias passagens minhas no mundo. Claro, algumas variações de mim existem em mim mesmo. Mas nenhuma perturbadora a ponto de me  preocupar demais. E vou dizer sem querer ensinar. Porque ninguém me ensinou a ser feliz. Não se ensina a ser feliz. É-se feliz como um navio que navega conforme os ventos. E eu não procuro mares agitados para navegar. No passado talvez eu o fizesse.  Agora, mudando de assunto, eu conquistei este estado de ser, convivendo com pessoas que acreditam em  Deus. O essencial é isto, acreditar em Deus. E hoje mesmo eu prestei tributo desta minha fé. Não é que seja chic, ontem eu me importei com isso. Hoje busco a simplicidade e procuro saber de mim, se sou humilde sem deixar de me defender. E não preciso tanto me defender. Vim para o interior de Minas, e imediatamente me reconheci com um homem do interior. E no interior ...

ESCREVENDO SOBRE O ESCREVER

  Os escritores deviam dizer que começaram  pobres. Mas, hoje isso já não é preciso. De vez em quando aparece no panorama literário escritores que moram em comunidades. Comunidades eu grafo, porque me disseram que as favelas agora se chamam comunidades. A mim parece que as comunidades soa melhor como nome. E é para diminuir qualquer prevenção contra os pobres que lá moram. Se for assim, é porque as coisas melhoraram. Vi eu estudos universitários sobre estes escritores pobres de que falo. Empatia ou preocupação boa com nossos problemas. Chamo problema mas não de maneira pejorativa. Há pouco conversando eu falei de direitos humanos. E quando vejo um escritor pobre em realce, eu vibro. Ele não é problema, de jeito nenhum. Ele usa os recursos que tem para escrever, sem a obrigação de fazer sucesso. E eu digo isto, apoiado em minha experiência de autor. Eu escrevo e publico, se o número de leitores cresce ou aumenta, é lucro alheio. Antes as editoras davam os 10% dos direitos autor...

SENTIMENTO MEU E O DOS OUTROS

Sou um escritor que não ambiciona dinheiro. E para os que queiram saber: sou classe média. Venho aqui registrar minhas postagens quase como um desabafo. Desabafo mas de nenhuma mágoa, de nenhum ressentimento. Um desabafo diferente. Vou me esclarecer. A gente desabafa quando tem um sentimento bom ou ruim guardado durante muito tempo no peito. Eu desabafo no sentido de satisfazer uma pessoa que já faleceu. E esta pessoa morta era uma tia que me gostava muito. Ela dizia: - Ponha tudo para fora. Mas eu sempre tive o sentimento de que primeiro o dever cumprido. Me meti nalgumas aventuras que eu nunca previra para mim. De modo que não sou um aventureiro. O caso é que mudei de emprego seis vezes. E refleti: "O que você busca, Aristides?" E respondi: "Sossego." E alguém me perguntou: - Sossego para que? Eu digo aqui nesta postagem: sossego para escrever com a força da sinceridade. Para que tenham a idéia correta do que digo: este ano de 2024 fiz vinte anos de atividades lit...

VIVER EM DEUS

 Nesta vida, vivemos. Estudei um pouco de Filosofia. E filosoficamente vi alunos procurando uma Filosofia para o nosso tempo. Mas o que todos os que estudavam encontraram foram as especializações filosóficas. Creio estar correto no que digo. Porque os pensadores de reputação mundial carregam o peso da história nos ombros. E o que eu consigo enxergar é que de certo em que podemos acreditar é Deus. Para mim Deus não morreu. Para mim que sou pequeno Deus é mais. Mais do que tudo o que se escreve em Filosofia. E nossas leis nos permitem ter a crença que nos ampare mais. Eu me mantenho católico, mas conheci desde que vim para Moeda os Testemunhas de Jeová. E, de certa forma, as pessoas que me levaram até eles, são boas e simples pessoas. E vi uma cerimônia dos Testemunhas de Jeová  que foi cativante. E tenho no meu arsenal de frases, uma que diz: Toda profissão é digna, desde que o homem seja digno. É preferível acreditar em Deus, contudo, do que sair por aí se convertendo no que s...

ONTEM

 Ontem, eu escrevi sobre a velhice. Mas, hoje eu estou me sentindo perfeitamente bem. E não apenas uma variação de humor, não. Estou sentindo meu corpo. E meu corpo me diz que ele sou eu integralmente, apenas as pernas um pouco fracas. E setenta anos é uma estória de vida. Me divorciei e gente alheia ao me caso me disse uma homem que gosta de viver perigosamente. Nessa ocasião eu trabalhava num escritório e respeitava todos os horários. Chegava lá, colocava minha pasta no chão coberto com carpete, e trabalhava. Fim do expediente do dia, eu ia para a faculdade. E lá estava eu na FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS, a FAFICH, da UFMG. Uma das mais conceituadas faculdades do meu país. Decerto não fui um aluno brilhante, para que mentir. E hoje vivo aqui e leio muito. Inclusive Filosofia. Os livros me remoçam. É incrível, isso! E o ontem me veio porque eu me lembrei de uma noiva que tive. Já não dava mais para filosofar. Um professor marxista foi a minha salvação. Sempre deteste ...

DA VELHICE

Saber que chegamos à velhice tem dois lados. Um lado diz respeito ao crédito que merecemos das pessoas que nos rodeiam. Claro que eu me julgo merecedor de todo crédito delas. Tive erros no passado, mas deles me perdoei antes mesmo de procurar o perdão alheio. E o que é o perdão alheio, é aquela palavra verdadeira que nos afaga o coração. E isso eu tenho. Não a palavra de muitos, mas a palavra das pessoas necessárias. Então perguntarão sobre o que eu estou querendo. Não estou querendo nada mais do que tenho. Estou apenas discorrendo sobre mim mesmo. Como alguns escritores que eu já li o faziam, e eles o faziam sem querer satisfazer nenhuma necessidade do tempo em que viviam. Os que fazem isso são escritores passageiros. São escritores que têm uma necessidade enorme de aparecer, serem notáveis, famosos. Eu estou aqui apenas escrevendo. Agora o outro lado de sabermo-nos velhos. Eu estou com setenta anos de idade. Não gosto de dizer a frase tão comum: a cacunda pesada. Isso cheira a muitos...

O PERDÃO

Estou vindo de uma recepção religiosa. Os noivos diziam palavras lindas. E eram os dois extremamente religiosos. Agora, aqui na minha casa, no meu quarto, diante do meu computador, eu escrevo. De toda forma eu comemoro, o pouco prestígio que tive lá. Digo prestígio porque não me desprezo a ponto de dizer que minha autoestima se abalou. E porque eu digo isso? Simplesmente porque eu sou católico e eles de outra religião. E quando a noiva, uma vez me disse que era de outra religião, eu disse a ela que era católico. Ela então me disse: - Eu respeito. E contando isso à mãe dela, esta disse: - E respeita mesmo. Pronto já disse o que me interessava dizer, porém sem nenhum sentimento negativo. Porque lá,, na recepção se encontravam muitos parentes dos noivos. E pude conversar com eles. Mas não nos demoramos lá. E para cá viemos, eu e meus irmãos. Mas o que é bom disso tudo é a gente encontrar jovens religiosos no mundo. Eu posso me explicar: eu conto sempre que andei afastado da igreja católic...

O ESCURO E A LUZ

Eu venho aqui e escrevo. Tenho minhas pretensões literárias. Não sei se as atinjo. Ou se é só ambição pessoal. Em primeiro lugar eu trabalhei no trabalho formal, eu já o disse. Ganhei o meu sustento. Cumpri a minha parte. Em segundo lugar, não nego que recebo ajuda da família, para o sustento moral. Me lembro de um dia em que minha mãe disse: - Eu não coloquei gente ruim na face da Terra. Grande Mãe ela foi, a vida inteira. Esses estudiosos que dizem se aprofundar na elucidação da alma humana, muitos deles nem acreditam em Deus. Eu digo sempre: Deus existe, eu creio em Deus. E por Deus existir é que estou aqui. Convivo diariamente com pessoas simples que acreditam em Deus. Não sei se são verdadeiramente crentes em Deus, mas são simples e de fácil convivência. Me prestam serviços. E dizem que têm fé, me basta. O escrever para mim, antes tinha uma função. A função que encontro hoje no ato de escrever, é dizer de mim e de pessoas. Porque principalmente eu me entendo. E escrever sobre os o...

LER AJUDA A VIVER

 Moro e vivo hoje nesta pequena e pacífica cidade aqui em Minas. Tenho poucos contatos com as pessoas e não tenho tido dissabores. Eu quase chamo isto de Felicidade. Mas, é. Meu espírito conquistou assim tal paz que acho tempo para ler e escrever. E para que tenham ideia do que falo, a velocidade com que as coisas acontecem no grande centro me adoecia. Eu aqui vivo com meus livros e minha escrita, e isto me basta. No mais, o que eu preciso eu peço à minha irmã caçula e ela me traz ou me manda. Dizem que o que é doce acaba um dia, é a única coisa que temo. E não só escrevo e leio, como rezo muito. E rezando eu nem penso em males. Escrevo esta última frase pensando em meus discos, que já não os tenho, e que as pessoas costumam dizer: - Quem canta os males espanta. Eu não espanto os males rezando, não. Rezo para aliviar minha alma.  Os cantos dos poetas são os que últimamente me encantam. E se houver alguém que diga que os poetas são mudos, é porque nunca leu poesia. E não é de h...

CÂNDIDO do século XXI

Dia destes, D. Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, nos disse a todos que o viram e ouviram pela TV que não há melhor planeta para habitarmos. Isto me confortou bastante. Pois há muito tempo estou recolhido em Moeda, MG. Usufruindo da casa que meus pais deixaram. E excepcionalmente hoje estou me sentindo muito bem. Não escrevo para aparecer. Digo aparecer porque as coisas literária mudaram bastante. E há escritores para tudo. Há os escritores para a TV. Há escritores que vendem milhares de seus escritos. E há escritores que vêm aqui na Internet, escrevem e dizem: - Seja o que Deus quiser; Eu vou lhes dizer a que vim. Expressão tão na moda. Vim aqui uma vez, e gostei. Procuro ser frequente. Uma pessoa me pergunto porque eu escrevia. Eu não resposta até hoje. Mas tenho, eu gosto bem de uma academia. E as academias de que participo me sugeriram um nome para mim enquanto escritor. Sou um escritor do interior. E como canta Roberto Carlos: "Eu tenho tanto a lhes dizer." Ás ...

O DEVER DE CASA

Hoje, enfim, nós temos liberdade de expressão. Mas, claro, devemos pensar para falar e escrever. De modo que as pessoas entendam claramente o que queremos dizer. Por isso, devemos evitar cair naquele golpe de quando nos dizem: - Eu sei o que você quer dizer. Porque quando nos dizem isto, vem uma pessoa acostumada a ler melhor do que nós, e nos diz: - Você devia ter trabalhado melhor esta frase. E lá se vai o nosso escrito por água abaixo. Não devemos tentar nunca nos pressupor gênios em escrita. Porque devemos ler os autores classificados com gênios, para ver como somos menores do que eles. E quão menores. Dito isto, lá vamos nós. Ou melhor, ao invés de nós, lá vai eu escrevendo esta modesta postagem. E a minha expressão pertence a mim. Deixando claro desde já, que não pretendo colocar a carapuça em ninguém. O que digo, é que quando escrevo, escrevo para agradar um e outro. E deponho: quando leio, lendo diversos autores, como os leio, nem sempre procuro ser coerente. Mesmo porque não p...

SAUDADE NÃO É FALTA

Vim seguindo minha mãe e um irmão. E aqui estou, desde quando disseram que eu ia sentir falta de minha mãe, me observo atentamente. Falta não é a palavra. Mas saudade sim. Porque ninguém pode me restituir aquela que perdi. Eu a vi dentro de uma urna funerária. Mas, pude conviver com ela anos últimos da existência dela. E mesmo assim, eu a admirei até o último suspiro que ela deu. E admirando aprendi com ela, muito. Pois fui criado por ela, e a ela me submetia por amor. Não um amor doentio. Mas um amor sadio. E a via pronunciando o nome de meu pai, toda vez que ela ia contar um caso de família. Minha mãe foi uma guerreira. Nos deu o exemplo. E nós os filhos trabalhamos também. E o que eu conquistei com meu trabalho foi este computador, meus livros, inúmeros, e minha mesa de trabalho. Nesta minha mesa de trabalho eu ponho o papel, pego a caneta, e escrevo meus textos. E para mim é um prazer imenso escrever. Assim com já publicaram o texto: O PRAZER DE LER. Eu digo sempre  O PRAZER DE...

UM PEQUENO MILAGRE

Acordei hoje cedo com vontade de fumar. Tinha um maço à minha disposição para o dia inteiro. Fui fumando, até que chegou a um instante em que me vi obrigado a contar os cigarros que haviam no maço. E era a conta. Continuei fumando, até que contei de novo os cigarros. Estavam a ponto de acabar. Então me vi na obrigação de me virar. Fiz as contas dilatando o horário. Quer dizer o prazo de tempo entre um e outro cigarro, eu teria que aumentar. Mas rezei. E não estou usando estas palavras em vão. Rezei prá valer. E eis que olho para o chão. Lá estava um cigarro. E era o cigarro que eu precisava. Com ele eu completei a minha conta de cigarros. Tinha me acontecido um pequeno milagre. E os cigarros, contei pela última vez agora, vão dar para o dia inteiro. Graças a Deus. E vim aqui para contar o que me aconteceu. Como uma forma de agradecer a Deus pelo que me aconteceu hoje. Um pequeno milagre. 

A SOBREVIVÊNCIA

As pessoas estão perdendo o bom senso. Há muito tempo, estudava eu Filosofia, na UFMG, uma das melhores escolas do país. Abandonei o curso, por nele estar deslocado. E porque estava eu lá deslocado. Porque já naquele tempo eu me preocupava em achar alguma coisa escrita a favor da sobrevivência humana na face da Terra. Já estavam na moda temas como o planeta Terra, como temas predominantes. E quando se fala muito de um só tema, é porque ele virou moda. E quando vira moda o comum é as pessoas procurarem outro tema. Eu vim viver na roça, e aprendi a gostar deste lugar onde estou. E aqui vejo poucas pessoas. Não porque as deteste. Pelo contrário, eu sou fácil de lidar, considero os amigos que deixei longe, como habitantes do meu pobre coração. E por estas e outras razões fico pensando que a sobrevivência humana no planeta é que está em risco. E faço da sobrevivência o meu tema aqui hoje. Eu trabalhava, e todos os que trabalham trabalham pela sua sobrevivência. Mas ninguém sobrevive só, por...

PERMANECER

Escritor é aquele que escreve. Eu, enquanto escritor, procuro dar ao mundo o belo. O belo, conforme eu o entendo como belo. E conforme eu vou  aprendendo nos escritos sobre estética literária, o que deve ser o belo. Procuro ser competente. Não sei se o consigo. Mas e o belo? O que é? Eu, se soubesse de cor e salteado o que é o belo, acho que minha escrita seria monótona. Então aqui vou eu procurando sempre o que é o belo. Baumgarntem, um teórico, acho que grafei o nome dele corretamente, escreveu algo sobre o belo, que o tornou famoso. Já faz tempo que ele o fez. O certo é que ele lá está nos compêndios de Literatura. Eu, mais modesto, escrevo sobre o belo, mas quem me dera o futuro pudesse olhar para o meu nome. E ler sob sua assinatura algo sobre o belo. Não vai acontecer isto. Mas fica aí registrado este meu desejo. Claro, quem escreve tem suas ambições pessoais. Umas inconfessáveis, outras comuns a todos como este meu desejo de que meus escritos permaneçam no tempo. O tempo é f...

POESIA BELAS

 Lia eu um livro de ensaios do grande Otavio Paz e lá eu li que um poema em que o poeta se fizesse poetizar, não ia dar em nada. Ou seja que poetizar é o indizível. E portando conclui que seria um poema impossível de se dizer poesia. Claro o indizível é o mesmo que poetizar sobre nada.  Mas podemos nós os poetas poetizar. E cada poeta escolheria seu tema. E seriam vários poemas belos sobre temas diversos. Até temas que muitos baniram do templo exposto ao público, porque quiçá inconvenientes aos acontecimentos ditos importantes para a maioria. Esse negócio de temas importantes para a maioria, me leva a pensar em banca de revistas. Claro, é lá que se faz o mercado de textos impressos. E não podemos simplesmente transformar a poesia em mercadoria. E a beleza dos poemas? Onde restaria? Há muito tempo no dia de hoje o livro de Otavio Paz está em cima da minha mesa. Aberto, enquanto eu me comunico aqui, nesta postagem, com os leitores. Há muitos outros livros de e sobre poesia na mi...

SOBRE A ESPERANÇA

Hoje eu vou escrever uns versos: "O dia me prometeu, e eu acreditei na esperança que é me cabe hoje. E pleno de espera anseio por melhoras dos enfermos de amizade, que é como me ensinou o meu mestre secreto que habita em mim. E eu, católico, digo que acredito em Deus, e nas coisas que Ele criou neste mundo."

COMO SÃO AS COISAS

Do meu tempo de trabalho, eu me lembro de que meus colegas conversavam muito, mas falando dos outros. O que se chama de fofoca. Se eles soubessem que as palavras que gastaram poderiam ter lhes dado muito  dinheiro, se eles escrevessem livros. Mas, em média, eles desprezam a escrita. Nunca me disseram isso claramente, mas nunca vi nenhum deles entrarem nos locais de trabalho, portando um livro qualquer. Sobre qualquer assunto. Mas também eu já li livros que trazem na capa dizeres como "especializado". Vou lhes dizer francamente: esses dizeres assustam e espantam qualquer comprador preguiçoso. Aqueles que preferem que os livros tragam na capa, algo como "olha, mastigadinho". É, pois é, as coisas são assim. E a difusão de ideias e de conhecimento fica prejudicada. Aqueles meus colegas preferiram o caminho só da esperteza, e do enriquecimento sem causa. Os que gostam de conhecer e ter assuntos e ideias para criar estórias bonitas ou se inspirarem para escolher uma profi...

ABSORVIDO

Muitas vezes nos dizemos engolidos. Mas, eu acho engolidos uma palavra que diz muito. Ela, a  palavra engolidos chega a dizer que nós fomos até digeridos, quer dizer, deixamos de existir. Então, eu a substituí pela palavra absorvidos. Nós os  escritores estamos sendo absorvidos, absorvidos pelos olhos do leitor. E eu não conheço meu leitor, se ele é. Digamos que seja, que o leitor é, então me alegro. Porque na medida em que o leitor é eu também sou. Ele, o leitor, e  eu, o escritor. E a coisa é difícil para ele, o leitor, e para mim, o escritor. E vamos sendo, no melhor possível do nosso modo de ser. Já foi o tempo em que o escritor escrevia sendo poderoso. Hoje o escritor pode ser qualquer um que queira escrever. Já o sucesso, ah, o sucesso! Eu como escritor estou na minha batalha pelo sucesso. E é só, vou mudar de assunto. Hoje é domingo. E eu me lembro de Domingo no Parque. Que é uma canção popular. Mas eu não tenho mais a bolacha, desculpe, o long-play, ou dizendo mel...

MEU FILHO, SOMOS MUITO PEQUENOS

 - Meu filho, somos muito pequenos. Quem me disse a frase acima foi minha mãe, num momento raro de desabafo dela. Mas, eu não tive dificuldade em me reconhecer na minha pequeneza. E venho vivendo assim, pequeno, pedindo a Deus coragem para o meu viver dia a dia. E eu de toda forma sou um ser que se sente bem, porque os meus irmãos me tratam bem, e me acompanham ao médico na minha terceira idade. E existem pessoas que ainda acham que o fato de eu escrever é chic. Chic aqui comigo são só os livros que comprei. Eu dentre eles, escolho um e leio com prazer. Ler e escrever não é obrigação para ninguém. Afinal, nós todos estamos construindo este Brasil belo, e continental. E herdei da minha mãe o gosto por esta cidade onde moro. Revelo o nome dela: MOEDA. Fica aqui em Minas Gerais. E eu enquanto escrevo tenho cá meus cacoetes. Mas, para mim, escrever não é uma luta contra nada. O nosso tempo, tem tantas causas, que não há nenhuma causa que valha a pena. Aí eu contrario muito o verso de P...

ANSIEDADE

Venho registrando aqui, pontualmente, alguns fatos que pertencem à minha vida atual. E não só fatos, como ideias e memórias. Mas, deixo aos leitores identificarem o que lhes convém. Agora, quero falar deste mês de setembro. Ele entrou no ano que corre com festas do meu coração. É o mês da primavera, e de um jeito inaugurou a primavera, estação benvinda porque espantou o frio, ou seja o inverno. Embora eu não tenha tido nem um resfriado, o frio me era incômodo. E a semana passada voou. O que eu achei muito bom. Claro, assim o ano chega ao fim, e eu antevejo o próximo ano desejando-lhe boas vindas. Pensem: estamos em 2024, ano que vem: 2025, ano que vem é o ano futuro. E quando falam em futuro comigo eu me contento sobremaneira. Porque é quando no meu cérebro os planos começam a se aflorar. E os meus planos, para ser sincero, eu os devoto todos à escrita. E eu mesmo já vou desejando que o ano que vem, seja muito melhor que este que termina. O tempo tem aquela fama terrível de não ter dó ...

PALAVRAS NA PRIMAVERA

O sol está alto e bom de senti-lo hoje, dia 08/09/2024. Para ser sincero estou um pouco ansioso pelo ano que vem. Não devia estar, pois as pessoas não gostam de envelhecer. E eu quero chegar aos 71 anos de idade, só para saber como é ficar mais velho um ano. Sinto-me muito bem aos 70 anos, que são o meu agora. Se não fosse o incomodo do joelho que dói um pouco, eu estaria perfeito. Mas, como diz a canção: eu não me queixo. E não me queixo mesmo. Li bastante hoje e vim escrever aqui. Procuro escrever com clareza, não sei se alcanço o meu objetivo. Mas acho que sim. Quando me perguntam o que faço da minha vida agora nesta idade, eu respondo que o que escrevo eu considero apresentar um trabalho. E se estou apresentando aos leitores um trabalho, concluo que escrever é trabalhar. No meu caso, é um trabalho não remunerado. E isso não me dói. Ao contrário, tenho um imenso prazer de estar aqui escrevendo. Sonhei muito com este dia, o dia em que poderia simplesmente escrever. Quando não me sint...

MINHAS MEDALHAS E MEUS DIPLOMAS

Desde que me enfurnei na minha casa, no meu  quarto, eu vivo bem comigo mesmo. Hoje, por exemplo, rezei a missa pela televisão. Com a mesma fé de quando ia à igreja. E ia à igreja católica, que é onde me sinto bem quando se trata de cumprir meu dever religioso. Mas gosto da igreja para rezar, agradecer, e às vezes pedir em silêncio alguma graça. Digo aqui, em minha vida, não fiz promessa religiosa. Talvez por isso eu me sinta à vontade para rezar pela minha saúde e pelo meu bem-estar. Estou no mundo da vida com pouca frequência, me reservei o quanto pude para ler. E só vim a escrever mesmo depois que me mudei para esta cidade do interior. Já trabalhei no trabalho convencional e muito. Este muito não foi em anos de trabalho. A doença me impediu de procurar enriquecer. Me enriquecer em bens materiais, como a maioria persegue este objeto. Já tive minhas preocupações em relação a isso. Que me vinham quando estava de carteira assinada.  Hoje aqui sem necessidade de me locomover de ...

SER ÚTIL

 Lembro-me de quando eu comecei a estudar Filosofia. Ali, no curso, haviam os mais diversos indivíduos. No princípio, eram todos estudantes de Filosofia. Até que começamos a nos conhecer. A maioria seguiria o estudo até a formatura, e daí tomaria seu rumo na vida. Mas havia mesmo assim alunos com desejos diferentes. E nisso, na diferença, havia os que estudavam só pelo esclarecimento individual, com intenções de continuar na sua vida de trabalhadores comuns. E era aí que se diziam: - Quero continuar a me sentir um homem útil. Era aí que eu via duas coisas, ou estavam equivocados, ou estavam criando um tipo de filósofos em que eu nunca tinha pensado. O filósofo que vive na sombra da caverna. Aí eu veria que Platão, no seu livro A CAVERNA, já tinha ilustrado a humanidade com este tipo. O homem na CAVERNA que sai das sombras e vai à luz e retorna à sombra era aquele tipo de estudante. E não havia novidades aí? Havia sim. Porque eu imagino o homem de hoje estudando filosofia na faculda...

O ÚLTIMO QUARTO

 É bom quando podemos dizer: - Eu sou escritor. Ainda mais quando chegamos ao último quarto de século XXI. E vemos aos nossos pés as recordações de nossa vida. De onde extraímos reflexões que podemos trabalhar com elas na escrita. E esta postagem me serve para uma palavra: primavera. E é primavera. Com sol e tudo o mais. Eu estou aqui vivo, sonhando. Pobre do escritor que não sonha. Ou melhor, pobre do ser humano que não sonha. Que é o que dizia uma amiga: - Pobre daquele que não lê. E por falar em leitura, e ser futurível, eu espero chegar para mim livros novos. Que trarão conteúdos que ainda não li. Conteúdos: ideias, reflexões de outros autores, casos que eles contam, e etc. E eu imagino enquanto estes livros novos não chegam, que trarão nos conteúdos muita novidade para mim. Claro eu escolhi os livros novos para mim, porque ainda não os li. Agora voltando ao último quarto de século. O principal é que estou vivo. E vou seguindo meu caminho com muita fé em Deus. E vi o desfile cí...