ABSORVIDO
Muitas vezes nos dizemos engolidos. Mas, eu acho engolidos uma palavra que diz muito. Ela, a palavra engolidos chega a dizer que nós fomos até digeridos, quer dizer, deixamos de existir. Então, eu a substituí pela palavra absorvidos. Nós os escritores estamos sendo absorvidos, absorvidos pelos olhos do leitor. E eu não conheço meu leitor, se ele é. Digamos que seja, que o leitor é, então me alegro. Porque na medida em que o leitor é eu também sou. Ele, o leitor, e eu, o escritor. E a coisa é difícil para ele, o leitor, e para mim, o escritor.
E vamos sendo, no melhor possível do nosso modo de ser. Já foi o tempo em que o escritor escrevia sendo poderoso. Hoje o escritor pode ser qualquer um que queira escrever.
Já o sucesso, ah, o sucesso! Eu como escritor estou na minha batalha pelo sucesso. E é só, vou mudar de assunto.
Hoje é domingo. E eu me lembro de Domingo no Parque. Que é uma canção popular. Mas eu não tenho mais a bolacha, desculpe, o long-play, ou dizendo melhor: o disco em que ela estava gravada. E o cantor decorou a letra que o compositor escreveu. Mas ambos fizeram bem, porque hoje se discute se uma letra de canção é ou não arte literária.
E assim, nós os escritores, nem sempre chegamos a artistas. Dizemo-nos artistas da palavra, passou a ser corrente este modo de dizer. E esquecendo a canção, dizia-se que a literatura era a arte mais difícil. E nem tanto. E caiu a censura. E vá você ver quantos escribas surgiram neste nosso rincão.
Mas isso é bom. A arte da escrita tem muitos e diversificados públicos. Claro, os gostos dos indivíduos é vário também. E para finalizar, o gosto vário é salutar. Tomara que eu tenha meu público. E tenho dito, nesta terra de Santa Cruz. E Deus nos abençoe.
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