O HOMEM E O FUTURO
A escrita, diziam os escritores, e é como se dissessem ainda, que onde se escreve o em branco aceita tudo. O que quer dizer que quem escreve é quem dá qualidade ao que se escreve. E é mais ou menos assim. Eu acrescento que quem lê também ajuda ao escrito ter seu valor reconhecido. E é assim. Mas isso não quer dizer que se pode ir escrevendo qualquer coisa. Não se pode escrever sem rumo, deve-se dar atenção ao que se escreve para que a escrita tenha lá seu sentido.
Um pouco de se escrever sobre nada, pode ser possível. Desde que se busque ao menos a ordem e beleza das palavras. Eu não vou nem tentar descrever o que é a beleza da escrita. Mas, digo, o escritor tem além dos seus recursos naturais, a possibilidade de ler antes de procurar o seu assunto. Encontrado o seu assunto ele terá em mãos o seu tema. Que poderá desenvolver. O desenvolvimento de um assunto por escrito, se bem escrito, dá bastante possibilidade de beleza ao escrito.
Dirão que eu estou me repetindo, aqui falando da escrita e de sua beleza. Digo, da beleza estética literária. Aí não me perco, e quem sabe se num estudo futuro do que escrevo o estudioso não poderá apontar um interesse no meu texto. Claro, ainda não conheço um escritor, a não ser o que não pretende nada ao escrever, que não pense no futuro. Assim como quando se educa uma criança. Quem educa educa para o amanhã. Ontem assistia eu a uma palestra, e o palestrante disse estar também diante da neta dele. E ele se perguntava:
- O que vai ser a minha neta quando ela crescer?
Bom mesmo é quando o escritor vê o seu texto ter sucesso, assim como o avô olha para os netos e diz:
-Aí, estão criados. E trabalhando felizes.
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