SAUDADE NÃO É FALTA

Vim seguindo minha mãe e um irmão. E aqui estou, desde quando disseram que eu ia sentir falta de minha mãe, me observo atentamente. Falta não é a palavra. Mas saudade sim. Porque ninguém pode me restituir aquela que perdi. Eu a vi dentro de uma urna funerária. Mas, pude conviver com ela anos últimos da existência dela. E mesmo assim, eu a admirei até o último suspiro que ela deu. E admirando aprendi com ela, muito. Pois fui criado por ela, e a ela me submetia por amor. Não um amor doentio. Mas um amor sadio. E a via pronunciando o nome de meu pai, toda vez que ela ia contar um caso de família.

Minha mãe foi uma guerreira. Nos deu o exemplo. E nós os filhos trabalhamos também. E o que eu conquistei com meu trabalho foi este computador, meus livros, inúmeros, e minha mesa de trabalho. Nesta minha mesa de trabalho eu ponho o papel, pego a caneta, e escrevo meus textos. E para mim é um prazer imenso escrever.

Assim com já publicaram o texto: O PRAZER DE LER. Eu digo sempre  O PRAZER DE ESCREVER. Escrever só porque eu gosto. Não tenho ganhos com a escrita. E há algo demais nisso? Claro, que não.

Dificilmente eu saberei se sou lido, ou quem me lê. Se isto é ruim ou bom? Nem eu mesmo sei. E não bisbilhoto. É melhor para mim. Já me desgostei muito neste mundo com outras coisas. Coisas das quais eu deveria saber tudo. Hoje eu vivo sossegado. E o sossego não tem preço.

Quanto à minha mãe, saudade é o amor que fica. E tenho dito. 

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