O ÚLTIMO QUARTO
É bom quando podemos dizer:
- Eu sou escritor.
Ainda mais quando chegamos ao último quarto de século XXI. E vemos aos nossos pés as recordações de nossa vida. De onde extraímos reflexões que podemos trabalhar com elas na escrita. E esta postagem me serve para uma palavra: primavera. E é primavera. Com sol e tudo o mais.
Eu estou aqui vivo, sonhando. Pobre do escritor que não sonha. Ou melhor, pobre do ser humano que não sonha. Que é o que dizia uma amiga:
- Pobre daquele que não lê.
E por falar em leitura, e ser futurível, eu espero chegar para mim livros novos. Que trarão conteúdos que ainda não li. Conteúdos: ideias, reflexões de outros autores, casos que eles contam, e etc. E eu imagino enquanto estes livros novos não chegam, que trarão nos conteúdos muita novidade para mim. Claro eu escolhi os livros novos para mim, porque ainda não os li.
Agora voltando ao último quarto de século. O principal é que estou vivo. E vou seguindo meu caminho com muita fé em Deus.
E vi o desfile cívico-militar com o presidente da República rodeado de criança. Ele ganha em popularidade e eu vejo que cumpri minha sina. E não vim aqui confessar nada, nem ao menos algum erro meu. Na minha religião erro pode ser entendido como pecado. O que faz do meu pecado coisa leve. Confessável mas no confessionário. E o padre que me ouviu, disse:
- Você está solteirinho.
E agora eu digo. Aquele ditado que diz:
- Diga-me com quem andas e direi quem és.
De certa forma ele tem razão. E eu decepcionado com os homens e mulheres do meu tempo, estou aqui no meu quarto-estúdio. Não ando com ninguém de ser amigo de alguém. Mas quando querem me ver, recebo cordialmente. Algumas visitas põem dificuldade no diálogo que poderia ocorrer. Eu já sou acostumado à minha solidão, que chamo verdadeiramente de solidão criativa. Enquanto estou só, escrevo. E já fui elogiado:
- Você escreve bem.
Ao que agradeço. E tenho dito.
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