COMO SÃO AS COISAS

Do meu tempo de trabalho, eu me lembro de que meus colegas conversavam muito, mas falando dos outros. O que se chama de fofoca. Se eles soubessem que as palavras que gastaram poderiam ter lhes dado muito  dinheiro, se eles escrevessem livros. Mas, em média, eles desprezam a escrita. Nunca me disseram isso claramente, mas nunca vi nenhum deles entrarem nos locais de trabalho, portando um livro qualquer. Sobre qualquer assunto. Mas também eu já li livros que trazem na capa dizeres como "especializado". Vou lhes dizer francamente: esses dizeres assustam e espantam qualquer comprador preguiçoso. Aqueles que preferem que os livros tragam na capa, algo como "olha, mastigadinho".

É, pois é, as coisas são assim. E a difusão de ideias e de conhecimento fica prejudicada. Aqueles meus colegas preferiram o caminho só da esperteza, e do enriquecimento sem causa. Os que gostam de conhecer e ter assuntos e ideias para criar estórias bonitas ou se inspirarem para escolher uma profissão, até mesmo de curso superior, aqueles meus colegas preferem dar boas risadas à custa destes. Nem mesmo contudo se inspiram para escrever coisas que possam transmitir bom humor.

Essa foi em suma boa parte de minha experiência de vida, graças a Deus. Nunca vivenciei o que se chama por aí o baixo nível de pensamento, de linguagem e etc. Em alguns lugares eu nem dizia palavra. E logo eu estava indo embora. Digo isso não para servir de exemplo, nem mesmo para dar ideia de girico, como dizia meu pai, para alguém maltratar ou o ambiente ou algum dos que fazem parte do ambiente.

Eu nesta postagem estou sendo até cruel, e darei graças aos céus, se o leitor preferir nem ler. Ou se ler, acabar concordando comigo que ver as coisas assim é cruel mesmo.

E lhes confesso, não sei porque, eu estava aqui à toa e resolvi me desabafar. E tenho dito. E que Deus me abençoe.

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