PERMANECER

Escritor é aquele que escreve. Eu, enquanto escritor, procuro dar ao mundo o belo. O belo, conforme eu o entendo como belo. E conforme eu vou  aprendendo nos escritos sobre estética literária, o que deve ser o belo. Procuro ser competente. Não sei se o consigo. Mas e o belo? O que é? Eu, se soubesse de cor e salteado o que é o belo, acho que minha escrita seria monótona. Então aqui vou eu procurando sempre o que é o belo.

Baumgarntem, um teórico, acho que grafei o nome dele corretamente, escreveu algo sobre o belo, que o tornou famoso. Já faz tempo que ele o fez. O certo é que ele lá está nos compêndios de Literatura. Eu, mais modesto, escrevo sobre o belo, mas quem me dera o futuro pudesse olhar para o meu nome. E ler sob sua assinatura algo sobre o belo. Não vai acontecer isto. Mas fica aí registrado este meu desejo.

Claro, quem escreve tem suas ambições pessoais. Umas inconfessáveis, outras comuns a todos como este meu desejo de que meus escritos permaneçam no tempo.

O tempo é feito da memória dos homens. Os avós leem e passam para os netos, que passam para os bisnetos. E um dia os escritos assim conservados estarão registrados numa história escrita por algum especialista. E os alunos de alguma escola, perguntem:

- Quem foi este sujeito?

Eu fui assim criado. Estudei em boas escolas. Nunca fui nelas o aluno número um. Mas foi nelas que surgiu o meu sonho:

- Eu vou ser escritor:

E medíocre ou criativo, quem julga meus escritos é o leitor.  E tenho dito. E que Deus me abençoe.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

EU ME LEMBRO

UMAS PALAVRAS

O HOMEM E O FUTURO