MEU FILHO, SOMOS MUITO PEQUENOS
- Meu filho, somos muito pequenos.
Quem me disse a frase acima foi minha mãe, num momento raro de desabafo dela. Mas, eu não tive dificuldade em me reconhecer na minha pequeneza. E venho vivendo assim, pequeno, pedindo a Deus coragem para o meu viver dia a dia. E eu de toda forma sou um ser que se sente bem, porque os meus irmãos me tratam bem, e me acompanham ao médico na minha terceira idade. E existem pessoas que ainda acham que o fato de eu escrever é chic. Chic aqui comigo são só os livros que comprei. Eu dentre eles, escolho um e leio com prazer.
Ler e escrever não é obrigação para ninguém. Afinal, nós todos estamos construindo este Brasil belo, e continental. E herdei da minha mãe o gosto por esta cidade onde moro. Revelo o nome dela: MOEDA. Fica aqui em Minas Gerais. E eu enquanto escrevo tenho cá meus cacoetes. Mas, para mim, escrever não é uma luta contra nada. O nosso tempo, tem tantas causas, que não há nenhuma causa que valha a pena. Aí eu contrario muito o verso de Pessoa: Tudo vale a pena se a alma não é pequena. E digo o que vale a pena é pensar que temos uma alma grande e sem brigas.
Esperar que o contraditório nos caiba na mão, é tolice. Eu me pego aqui e agora, falando de contraditório, e confesso é tolamente que o faço . Nada de contraditório, devemos nesse século é procurar concordar com todos. Sei, impossível, são muitas as personas. E eu nem tenho diploma. O que aprendo aproveito um pouco e gasto o meu latim fazendo aqui o meu arroz com feijão.
E me desculpem. E tenho dito.
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