O PERDÃO
Estou vindo de uma recepção religiosa. Os noivos diziam palavras lindas. E eram os dois extremamente religiosos.
Agora, aqui na minha casa, no meu quarto, diante do meu computador, eu escrevo. De toda forma eu comemoro, o pouco prestígio que tive lá. Digo prestígio porque não me desprezo a ponto de dizer que minha autoestima se abalou. E porque eu digo isso? Simplesmente porque eu sou católico e eles de outra religião. E quando a noiva, uma vez me disse que era de outra religião, eu disse a ela que era católico. Ela então me disse:
- Eu respeito.
E contando isso à mãe dela, esta disse:
- E respeita mesmo.
Pronto já disse o que me interessava dizer, porém sem nenhum sentimento negativo. Porque lá,, na recepção se encontravam muitos parentes dos noivos. E pude conversar com eles. Mas não nos demoramos lá. E para cá viemos, eu e meus irmãos.
Mas o que é bom disso tudo é a gente encontrar jovens religiosos no mundo. Eu posso me explicar: eu conto sempre que andei afastado da igreja católica durante um bom tempo. Nela encontrei acolhida para um retorno sem festa. E acrescento aqui que o difícil não é ser perdoado pela igreja onde eu fui batizado. O difícil é a gente ser perdoado por humanos semelhantes a nós que de uma forma ou outra acreditam em Deus. E tenho dito.
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