PALAVRAS NA PRIMAVERA

O sol está alto e bom de senti-lo hoje, dia 08/09/2024. Para ser sincero estou um pouco ansioso pelo ano que vem. Não devia estar, pois as pessoas não gostam de envelhecer. E eu quero chegar aos 71 anos de idade, só para saber como é ficar mais velho um ano. Sinto-me muito bem aos 70 anos, que são o meu agora. Se não fosse o incomodo do joelho que dói um pouco, eu estaria perfeito. Mas, como diz a canção: eu não me queixo. E não me queixo mesmo. Li bastante hoje e vim escrever aqui. Procuro escrever com clareza, não sei se alcanço o meu objetivo. Mas acho que sim.

Quando me perguntam o que faço da minha vida agora nesta idade, eu respondo que o que escrevo eu considero apresentar um trabalho. E se estou apresentando aos leitores um trabalho, concluo que escrever é trabalhar. No meu caso, é um trabalho não remunerado. E isso não me dói.

Ao contrário, tenho um imenso prazer de estar aqui escrevendo. Sonhei muito com este dia, o dia em que poderia simplesmente escrever. Quando não me sinto inspirado, nem em condições de transpirar minha inspiração, é que sinto que tenho que respeitar o outro. O leitor.

Hoje, aqui e agora, escrevo sobre o ato de escrever. Considerando os escritores do passado que já li, como alguns autores consagrados brasileiros: Carlos Drummond de Andrade, Rubem Fonseca, aquele gaúcho de nome Érico Veríssimo e outros que não me vêm à memória agora, que reverencio porque com eles aprendi muito, e muitos outros que me ensinaram a respeitar a hierarquia entre os escritores, repudio os que ofendem esta mesma hierarquia. E me desculpem os irreverentes. Sempre os há. Para outros respeitos há o registro de direitos autorais. Claro, é preciso. E tenho dito. E Deus proteja a todos os escritores.

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