Postagens

SER FELIZ

Ser feliz é um estar no mundo onde a gente se sente bem. Eu sempre digo ao final do dia: eu sou um homem feliz. E venho aqui e registro várias passagens minhas no mundo. Claro, algumas variações de mim existem em mim mesmo. Mas nenhuma perturbadora a ponto de me  preocupar demais. E vou dizer sem querer ensinar. Porque ninguém me ensinou a ser feliz. Não se ensina a ser feliz. É-se feliz como um navio que navega conforme os ventos. E eu não procuro mares agitados para navegar. No passado talvez eu o fizesse.  Agora, mudando de assunto, eu conquistei este estado de ser, convivendo com pessoas que acreditam em  Deus. O essencial é isto, acreditar em Deus. E hoje mesmo eu prestei tributo desta minha fé. Não é que seja chic, ontem eu me importei com isso. Hoje busco a simplicidade e procuro saber de mim, se sou humilde sem deixar de me defender. E não preciso tanto me defender. Vim para o interior de Minas, e imediatamente me reconheci com um homem do interior. E no interior ...

ESCREVENDO SOBRE O ESCREVER

  Os escritores deviam dizer que começaram  pobres. Mas, hoje isso já não é preciso. De vez em quando aparece no panorama literário escritores que moram em comunidades. Comunidades eu grafo, porque me disseram que as favelas agora se chamam comunidades. A mim parece que as comunidades soa melhor como nome. E é para diminuir qualquer prevenção contra os pobres que lá moram. Se for assim, é porque as coisas melhoraram. Vi eu estudos universitários sobre estes escritores pobres de que falo. Empatia ou preocupação boa com nossos problemas. Chamo problema mas não de maneira pejorativa. Há pouco conversando eu falei de direitos humanos. E quando vejo um escritor pobre em realce, eu vibro. Ele não é problema, de jeito nenhum. Ele usa os recursos que tem para escrever, sem a obrigação de fazer sucesso. E eu digo isto, apoiado em minha experiência de autor. Eu escrevo e publico, se o número de leitores cresce ou aumenta, é lucro alheio. Antes as editoras davam os 10% dos direitos autor...

SENTIMENTO MEU E O DOS OUTROS

Sou um escritor que não ambiciona dinheiro. E para os que queiram saber: sou classe média. Venho aqui registrar minhas postagens quase como um desabafo. Desabafo mas de nenhuma mágoa, de nenhum ressentimento. Um desabafo diferente. Vou me esclarecer. A gente desabafa quando tem um sentimento bom ou ruim guardado durante muito tempo no peito. Eu desabafo no sentido de satisfazer uma pessoa que já faleceu. E esta pessoa morta era uma tia que me gostava muito. Ela dizia: - Ponha tudo para fora. Mas eu sempre tive o sentimento de que primeiro o dever cumprido. Me meti nalgumas aventuras que eu nunca previra para mim. De modo que não sou um aventureiro. O caso é que mudei de emprego seis vezes. E refleti: "O que você busca, Aristides?" E respondi: "Sossego." E alguém me perguntou: - Sossego para que? Eu digo aqui nesta postagem: sossego para escrever com a força da sinceridade. Para que tenham a idéia correta do que digo: este ano de 2024 fiz vinte anos de atividades lit...

VIVER EM DEUS

 Nesta vida, vivemos. Estudei um pouco de Filosofia. E filosoficamente vi alunos procurando uma Filosofia para o nosso tempo. Mas o que todos os que estudavam encontraram foram as especializações filosóficas. Creio estar correto no que digo. Porque os pensadores de reputação mundial carregam o peso da história nos ombros. E o que eu consigo enxergar é que de certo em que podemos acreditar é Deus. Para mim Deus não morreu. Para mim que sou pequeno Deus é mais. Mais do que tudo o que se escreve em Filosofia. E nossas leis nos permitem ter a crença que nos ampare mais. Eu me mantenho católico, mas conheci desde que vim para Moeda os Testemunhas de Jeová. E, de certa forma, as pessoas que me levaram até eles, são boas e simples pessoas. E vi uma cerimônia dos Testemunhas de Jeová  que foi cativante. E tenho no meu arsenal de frases, uma que diz: Toda profissão é digna, desde que o homem seja digno. É preferível acreditar em Deus, contudo, do que sair por aí se convertendo no que s...

ONTEM

 Ontem, eu escrevi sobre a velhice. Mas, hoje eu estou me sentindo perfeitamente bem. E não apenas uma variação de humor, não. Estou sentindo meu corpo. E meu corpo me diz que ele sou eu integralmente, apenas as pernas um pouco fracas. E setenta anos é uma estória de vida. Me divorciei e gente alheia ao me caso me disse uma homem que gosta de viver perigosamente. Nessa ocasião eu trabalhava num escritório e respeitava todos os horários. Chegava lá, colocava minha pasta no chão coberto com carpete, e trabalhava. Fim do expediente do dia, eu ia para a faculdade. E lá estava eu na FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS, a FAFICH, da UFMG. Uma das mais conceituadas faculdades do meu país. Decerto não fui um aluno brilhante, para que mentir. E hoje vivo aqui e leio muito. Inclusive Filosofia. Os livros me remoçam. É incrível, isso! E o ontem me veio porque eu me lembrei de uma noiva que tive. Já não dava mais para filosofar. Um professor marxista foi a minha salvação. Sempre deteste ...

DA VELHICE

Saber que chegamos à velhice tem dois lados. Um lado diz respeito ao crédito que merecemos das pessoas que nos rodeiam. Claro que eu me julgo merecedor de todo crédito delas. Tive erros no passado, mas deles me perdoei antes mesmo de procurar o perdão alheio. E o que é o perdão alheio, é aquela palavra verdadeira que nos afaga o coração. E isso eu tenho. Não a palavra de muitos, mas a palavra das pessoas necessárias. Então perguntarão sobre o que eu estou querendo. Não estou querendo nada mais do que tenho. Estou apenas discorrendo sobre mim mesmo. Como alguns escritores que eu já li o faziam, e eles o faziam sem querer satisfazer nenhuma necessidade do tempo em que viviam. Os que fazem isso são escritores passageiros. São escritores que têm uma necessidade enorme de aparecer, serem notáveis, famosos. Eu estou aqui apenas escrevendo. Agora o outro lado de sabermo-nos velhos. Eu estou com setenta anos de idade. Não gosto de dizer a frase tão comum: a cacunda pesada. Isso cheira a muitos...

O PERDÃO

Estou vindo de uma recepção religiosa. Os noivos diziam palavras lindas. E eram os dois extremamente religiosos. Agora, aqui na minha casa, no meu quarto, diante do meu computador, eu escrevo. De toda forma eu comemoro, o pouco prestígio que tive lá. Digo prestígio porque não me desprezo a ponto de dizer que minha autoestima se abalou. E porque eu digo isso? Simplesmente porque eu sou católico e eles de outra religião. E quando a noiva, uma vez me disse que era de outra religião, eu disse a ela que era católico. Ela então me disse: - Eu respeito. E contando isso à mãe dela, esta disse: - E respeita mesmo. Pronto já disse o que me interessava dizer, porém sem nenhum sentimento negativo. Porque lá,, na recepção se encontravam muitos parentes dos noivos. E pude conversar com eles. Mas não nos demoramos lá. E para cá viemos, eu e meus irmãos. Mas o que é bom disso tudo é a gente encontrar jovens religiosos no mundo. Eu posso me explicar: eu conto sempre que andei afastado da igreja católic...