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Mostrando postagens de agosto, 2024

FAZER A VIDA, DEPOIS ESCREVER

Primeiro fiz minha vida. Não sem sofrimento. Quando alguém me ouve dizer isto, pensa logo que é choro meu. Mas aos trancos e barrancos e com a ajuda dos meus aqui estou. E agora estou escrevendo. Realmente eu tinha em mim a escrita. Pretendia que ela fosse literária. Mas, agora, aqui, eu não sei se posso chamá-la literária. Mas chamo-a de literária. Pois uma vez um professor de Letras ao me ler me disse que eu era novo nas letras. Agradeci e não desisti, continuo escrevendo. Hoje eu me lembrei de uma coisa. Um dia eu contei a uma mulher do povo que deviam oferecer a ela, mil rosas. E ela me disse: - E essas mil rosas sairiam machucadas. E isso é simples de entender. Geralmente se dá rosas à namorada. Mil rosas a ela, ela que já sofrera tanto... Eu fui cumprimentado por um oficial da FAB, eu que servi lá e saí quando era aluno. Me emocionei com ele. Gentil e educado ele foi para comigo. E também me lembrei que a Lei da Anistia já me favorecera, através de meu pai. Hoje sou um pensionist...

À MINHA MÃE

 - Quer ir para Moeda comigo? - me perguntou minha mãe, há anos atrás. Eu respondi que não. E aqui estou. E dou graças a Deus por aqui estar. O não que eu pronunciei é e foi a última rebeldia minha. Rebeldia de que não me arrependo porque no final de contas eu vim, com ela. E aqui estou. E tudo o que sou devo à minha mãe. Escrever sobre minha mãe é resgatar um título de dívida devida a ela. E espero que me compreendam. Às vezes respondemos errado e mal a quem mais amamos. E nossa consciência se detém e nos corrige. Por isso, aqui estou. E dedico estas poucas linhas a minha mãe. E tenho dito.

MEUS PECADOS

 Nesta cidade de Moeda, onde moro atualmente, o inverno costuma ser rigoroso. Este ano fez frio, e faz ainda, mas mais levemente. Deu pra suportar o frio aqui desta vez. E hoje logo cedo eu estive pensando em minha mãe. Ela faleceu há quase cinco anos atrás. Em mim deixou uma forte impressão. Claro, ela era uma mulher muito forte e trabalhadora. Suportou a morte de meu pai, e consequente ausência, com muita garra. Claro ela não era perfeita, mas e eu sou? Rezei por ela, seja lá onde ela estiver agora. Deus a queira e a proteja. Porque ela era muito católica. E tinha muita fé em Deus.  Foi ela que me perguntou um dia: - Quer ir para Moeda comigo? Eu não disse não. E aqui estou. Lembrar-me dela é e sempre foi uma obrigação de filho que tive. A vida inteira. Sei que o corpo dela deve ser pó. "Do pó vieste ao pó retornarás." E isso vale para todos nós. Mas não sejamos tão fúnebres. Leiamos mais então no livro da vida. E digamos que mais vale uma bela existência aqui na Terra,...

AS LETRAS MINEIRAS

 Quando eu comecei a escrever, eu estava me divorciando. Havia um anseio de que eu escrevesse sobre o meu divórcio. Coisa difícil para mim, porque envolve ainda hoje muita coisa. A minha própria estória e a estória de outras pessoas. Então coloquei na minha cabeça que precisava ler mais. E é o que venho fazendo. Mas voltemos ao início, quando eu comecei a escrever, embora possa não parecer, eu já tinha lido bastante. Passei noites lendo. Até que ganhei um prêmio. O prêmio me foi importante, me estimulou a continuar. Mas me vi na situação de fazer um jejum de escrita. Tudo o que eu havia escrito até então estava comigo nas minhas gavetas. Aqui eu digo que muita coisa morre nas gavetas de muitos escritores. Não porque eles assim queiram de propósito. Mas por força de circunstâncias. E volto ao meu divórcio. Eu afirmo que quando eu me casei foi porque houve muito sentimento positivo. Entre eu e ela estava tudo certo. Mas, eu não aguentei as pressões contra. E o meu divórcio foi um dra...