MEUS PECADOS

 Nesta cidade de Moeda, onde moro atualmente, o inverno costuma ser rigoroso. Este ano fez frio, e faz ainda, mas mais levemente. Deu pra suportar o frio aqui desta vez. E hoje logo cedo eu estive pensando em minha mãe. Ela faleceu há quase cinco anos atrás. Em mim deixou uma forte impressão. Claro, ela era uma mulher muito forte e trabalhadora. Suportou a morte de meu pai, e consequente ausência, com muita garra. Claro ela não era perfeita, mas e eu sou? Rezei por ela, seja lá onde ela estiver agora. Deus a queira e a proteja. Porque ela era muito católica. E tinha muita fé em Deus. 

Foi ela que me perguntou um dia:

- Quer ir para Moeda comigo?

Eu não disse não. E aqui estou. Lembrar-me dela é e sempre foi uma obrigação de filho que tive. A vida inteira. Sei que o corpo dela deve ser pó. "Do pó vieste ao pó retornarás." E isso vale para todos nós. Mas não sejamos tão fúnebres. Leiamos mais então no livro da vida. E digamos que mais vale uma bela existência aqui na Terra, do que a glória vã do ouro. Eu escrevo. Escrevendo procuro sanar alguma falta, que nós católicos chamamos pecados. E uma promessa que fiz a São Francisco Assis é a de que pobreza de espírito não. E o resto minha mãe disse de mim:

- O que você tem é seu mundinho.

Mundinho, assim ela chamava ao que me leva a escrever. E que Deus perdoe meus pecados.

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