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Mostrando postagens de julho, 2024

UM POUCO DE MIM

Era uma vez uma estória. Da qual eu fazia parte. Eu trabalhava num escritório durante o dia e à noite ia para a faculdade de filosofia. Lá eu cursava exatamente filosofia. E não terminei o curso. Porque no meio do caminho eu ganhei um prêmio literário. E resolvi seguir o caminho literário. Que até agora não me tem dado dissabores. Não ambiciono uma fama muito grande não. Como está está bom. Escrevo de vez em quando. E para mim escrever é trabalhar. E trabalho é em casa. Montei aqui no meu quarto um pequeno estúdio e vou seguindo o caminho que escolhi. Quando eu disse que não quero para mim fama grande estava pensando que não quero ser o número um. Só ser mais um. E está bom. Quando menino, ganhava muitos livros. E os lia. De modo que minha vida foi bastante a dum solitário. E me encontro aqui hoje escrevendo e remetendo os meus textos pela internet para as editoras. E posso dizer que sou um homem feliz. Sem ganhar nenhum dinheiro com o que escrevo, sou feliz porque escrevo e publico. A...

CUIDADO, EVITE OS ESPINHOS.

Para deixar de Qualquer Coisa deve-se conhecer bem o terreno. Se sua área de trabalho é a escrita procure ler. Mas ler muito. E depois escreva. Mas pensemos em outra coisa. Eu aqui paro e penso na vida. Muitas vezes há na minha própria vida um acontecimento que eu posso reproduzir em palavras. Mas nem tudo merece registro. Não é o caso de aplicar a autocensura. Procure selecionar os casos que acaso queira contar. Não queime você mesmo seu filme. Caiu a ficha? Então, vá lá e escreva. E bons fluidos o acompanhem. E que você tenha um bom final para rir na sua casa com os seus. E tenho dito. 

DEIXE DE QUALQUER COISA

Sabem porque eu venho aqui praticamente diariamente? Não, não sabem. Vou dizer.  É porque eu trabalho para deixar para o futuro uma escrita decente. Porque hoje qualquer um escreve. È preciso coragem para escrever, ou se escreve qualquer coisa. O homem que primeiro colocou esta expressão, "Qualquer Coisa" como título de um trabalho artístico seu, Caetano Veloso, encerrou a sua carreira. Eu não o tive como ídolo. Prefiro Roberto Carlos, o Rei. Mas, voltemos a falar de escrita literária. Eu ùltimamente estou me esgotando literáriamente e quiçá me repetindo. Mas as palavras estão aí, em estado de dicionário. E agora, me dêem licença, vou ler e consultar o dicionário. Na tentativa de me remoçar. E tenho dito. 

CORAÇÃO SENTIMENTAL

Escrevi aqui a postagem INGRATAS, AS LETRAS? Escrevi porque não acho as letras ingratas. Elas tem me dado o gosto imenso de fazê-las. É, porque gosto imenso de escrever. Até me emociono, e me emociono porque sou até hoje sentimental. E por mencionar a palavra sentimental, me lembro de Altemar  Dutra que cantava "Sentimental eu fico". E hoje um colega e amigo me lembrou de Altemar Dutra, razão pela qual escrevo esta postagem. E me lembro de que quando menino, um tio meu ficava horas ouvindo os discos dele. E uma outra coisa, também uma tia, debruçada comigo menino numa janela do casarão de meus avós maternos, vendo ALTEMAR DUTRA entrar num hotel bem em frente, me disse: - Vá lá e peça um autógrafo. Eu não fui, coisa de que me arrependo muito hoje. Pois de vez em quando eu me pego cantarolando SENTIMENTAL EU FICO. E por falar no cantor, me vejo à beira de uma dívida com o leitor. Muitas coisas aqui escritas me vêm à mente por causa de letras de canções populares. Resgato então ...

INGRATAS, AS LETRAS?

Sou rico de Deus e de experiência de vida. Passei anos viajando por este estado, o meu, Minas Gerais. Gosto naturalmente das pessoas. Mas não sou intrometido. Quer dizer não me meto com quem não conheço direito. E ganhei minha experiência de vida trabalhando em escritórios. Para que tenham uma boa ideia de minha pessoa, tive seis empregos. Um atrás do outro, e nunca fui despedido por justa causa. Sempre dei um jeitinho, pedi minha demissão. Mas sem deixar nenhuma marca ruim, que alguém pudesse se lembrar de mim de modo negativo. Pelo contrário, as pessoas com quem trabalhei às vezes me encontram na rua. E me perguntam: - Como vai você? - Eu vou bem. - É bom saber, que vá melhor, é o que lhe desejamos. Quando as pessoas se lembram da gente da melhor maneira, quem lucra somos nós. E eis aqui, escrevendo. E vou narrar um pequeno caso que me aconteceu. Era eu noivo de uma estudante de Filosofia. E um dia, estando eu na casa dela, apareceu na sala de visitas lá um primo dela dizendo: - A li...

DE NOVO, SOU SÓ MAIS UM

Realmente, não se deve condenar a ficar convencido. Exibimo-nos escrevendo, e quanto mais gente escrevendo, melhor. E é por isso que eu digo que esse negócio de ser o número um acaba com os outros. E eu sempre disse que sou apenas mais um. Mas, insisto, não devemos ficar convencidos. Um artista da palavra convencido estará se autodestruindo. Isso porque filosoficamente existe o dito de que ninguém é dono da verdade. Eu não estou aqui negando a existência de Deus. De maneira nenhuma. Porque eu acredito em Deus. E é Deus quem me deu a força que me sustenta, e que me permite estar aqui escrevendo. A grande preocupação de um escritor como eu, que é apenas mais um tem que ser agradar um pouco a galera.  E nem de longe eu poderia saber de quantos seres se compõe a galera. Nem se a galera presta atenção às palavras que ora escrevo. Por esse motivo e outros eu vou parando por aqui. Claro, senão eu caio no besteirol. E estrago esse recado. E tenho dito. 

O ESCRITOR É UM EXIBIDO

 Quando se escreve e se publica nós não temos classe social. Este quesito, classe, pode ser solicitado de quem quer frequentar. Mas, nós escritores, damos nosso jeitinho. E se obedecemos às leis do nosso tempo, podemos às vezes até nos rir de alguma coisa ao nosso redor. Mas nunca poderemos dizer que somos escravos. A escravidão foi abolida em nosso país pela corte da Princesa Isabel, filha de D. Pedro II. E isso me deixa estar aqui aposentado lhes escrevendo, meus caros que talvez possam estar me lendo.  E nesse momento eu rio é de mim mesmo: que prazer imenso é pensar que talvez tenha leitor ou leitores. Essa é a ambição do escritor. Os escritores há que às vezes escrevem para ninguém ler. Coisas da história da escrita. Quando eu trabalhava longe de casa, dificilmente eu escrevia cartas. Nem mesmo para meus familiares. Eles acabaram me cobrando esta falta minha. Mais exatamente, quem me cobrou isto foi minha mãe. E por fim, um dia ela se impacientou e se irritou comigo dizen...

FUGINDO DO NADA

 Nós vamos na escrita conforme o que nos acontece no dia em que escrevemos. Mais explicadamente, conforme o que sentimos e pensamos sobre as coisas do dia. Hoje ainda não me aconteceu nada. Eu não vejo maneira de escrever sobre o nada. Se eu fosse escrever sobre o nada, minhas palavras ficariam mudas. Então venho aqui e escrevo sobre o que me move na escrita. Que é palavras puxam palavras. O velho modelo de inspiração que tomei e funciona em mim perfeitamente. E creio que cada autor tem o seu modo de se inspirarar. E na minha crença lá vai também que depois da inspiração vem a transpiração. Claro, que para mim, escrever é trabalhar. Passei boa parte da vida em escritórios, aprendendo a trabalhar. Que nunca sabemos em definitivo as coisas. E conversando com um amigo, ele me perguntou: - Tem escrito  ultimamente? - Sim. - Então me mostre. Mostrei e perguntei a ele, depois que ele leu o que escrevi: - E você? - Tenho tentado, mas tem saído coisas infantis. Eu o elogiei. E me expl...