SANJOANENSE

Estou aqui pensando sobre o que escrever aqui hoje. De caso pensado eu não gosto de escrever. Gosto mesmo é de escrever quando as palavras me veem à mente. E até que elas estão surgindo e penso que daqui a pouco elas, as palavras, estarão fluindo. Muitas vezes, depois de escrever uma postagem, eu me imaginava escrevendo sobre a minha terra natal, São João del-rei, em Minas. E agora eu simplesmente estou aqui me lembrando dos bons tempos que vivi lá. Saí de lá quando estava para fazer quinze anos, mais ou menos. Depois disso eu lá voltei inúmeras vezes, e sempre fui bem recebido por conhecidos e amigos que deixei lá. E como eu era feliz com isso. 

Hoje eu nem vou lá, falta de oportunidade. Disse eu por aí, que não sou saudosista. E não o sou. O caso hoje é que tirei uma folguinha para sentir saudades. Conheci muitas cidades por aí, na minha vida, mas de gente mesmo ninguém se compara aos meus conterrâneos sanjoanenses. Lá eu sei quem é poeta, escritor, ou seja lá o que for que seja. E uma vez lá fui com um amigo de Goiás. E sabem o que ele achou daquela terrinha? Simplesmente olhou e disse:

- Esta aqui é uma cidade querendo ser carioca.

E tinha isso muito da verdade de lá. Porque no alto do monte, lá estava o Cristo Redentor. E o povo sanjoanense sempre foi dado a seguir modas do país. O amigo de Goiás tinha o ouvido afinado. E logo ouviu o rock. E logo ouviu o samba. E completou ele:

- Agora eu sei porque você é feliz.

Eu perguntei:

- Por que?

E ele:

- Vendo tudo isso na sua terra, compreendo você é brasileiro, da gema.

E ele até mencionou a política na minha vida:

- Seu pai mexia com política. O meu também.

E me mostrou a carterinha dele, do partido da posição da época.

E assim foi. Eu naquela viagem em que o levei comigo nunca me senti tão sanjoanense.

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