O ESCRITOR COMEMORA

 Eu estou comemorando dois aniversários. Um, o de meu nascimento, e outro, o meu de Letras. Claro, quem não gosta de comemorar? Fazem setenta e um anos que nasci. E é a idade em que me chamam ou de velho ou de idoso. Quanto à minha presença no mundo das Letras, o aniversário este ano é de aproximadamente pouco mais de vinte anos de escrita e publicação. Não vou me deter no meu aniversário natalício. Quanto à escrita literária, eu sempre quis ser escritor. E diante de tantos textos que escrevi e publiquei já posso me chamar de escritor. Falei na postagem anterior do bem, o que eu quis dizer é que sou um cidadão de bem.

Perfeito é só Deus.  E diante dele eu me confesso e me penitencio diariamente. Mas quanto aos homens, nós todos temos nossos pecados.

E durante a minha vida eu muito trabalhei. Na medida em que fui podendo adquiri os bens que tenho. E não tenho muita coisa. Mas também não ambicionei muita coisa não. Me lembro de que vi meu avô desanimado porque eu tive um tio que bebia. Mas ele parou de beber, e depois morreu. Os filhos dele todos aprenderam logo cedo que tinham que trabalhar. E trabalharam e compraram suas moradias e se casaram. Sendo que as duas mulheres, minhas primas tiveram mais sucesso, pois compraram as casas onde moram. E os filhos homens morreram recentemente. E saíram os quatro filhos, tanto os homens como as mulheres, bons cidadãos. Eles não quiseram ou não puderam sair de nossa terrinha natal. Eu também nasci lá, em São João del Rei (MG).

Recentemente eu perdi dois primos, os filhos homens de meu tio. Uma que sei que chorou muito pela perda de um deles, foi uma prima minha que veio fazer companhia a minha mãe na doença. Fiquei-lhe  muito grato por isso.

Agora, voltemos a mim. Nas Letras eu sei que não sou nenhum gênio. Faço o meu possível. Só mesmo para satisfazer o antigo desejo de ser escritor. 

E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.

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