UM POUCO DE MIM

 Estava eu relendo uma postagem que escrevi aqui. E me vi vaidoso, como sempre. Mas se tenho motivo para tanto eu não sei. Talvez minha vaidade seja a de um escriba que enfim está escrevendo. É, porque custei muito a me decidir a escrever. E olhando para mim, era o que me restava fazer, escrever. E parabéns para mim.

Tive uma tia que gostava muito de mim. E ela me deu livros e me falou:

- Escreva.

Então eu quero agora dedicar estas postagens todas que anoto aqui a ela. Eu, confesso, fui orientado na minha vida inteira por ela e por minha mãe. Pois perdi meu pai muito cedo, e me meti com a minha própria vida, no afã de ganhar meu pão de cada dia. E hoje aqui estou, com uma vida excelente, como me diz a minha empregada, D. Zózima.

E posso falar que todas as pessoas que passaram pela minha vida foram pessoas muito boas de coração. Não tenho motivos para falar mal de ninguém. E não pensem os leitores que eu sou o homem que mais acertos cometeu na vida. Cometi meus erros, e quanto a isso é só.

Mas, no entanto eu vou vivendo, e minha mãe me disse:

- Você é um bom cidadão.

E ela era a pessoa que mais me conhecia intimamente. Depois veio a minha tia, duas grandes amigas. E  por falar em amizade, eu pergunto:

- Onde nasce a amizade?

E respondo:

- No coração. - E, aqui eu pergunto: - <Minto?

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