SENTINDO

Ontem morreu um primo meu. Óbvio que a gente sente. E eu fiquei sem palavras para expressar o que eu senti. Lembrei-me de minha mãe, dizia ela:

- Nossa família - a dela - está diminuindo.

Para quem é sensível, ver os parentes mais próximos se irem, é doloroso. E não estou fazendo mera literatura. Faço estas postagens como quem canta como o Cartola:

- Eu me encontrei - acho que é isso.

Mas vamos falar de alguma coisa mais alegre? Pois é: já ouvi muita música na minha vida. E já curti muito a música de Cartola. Lembram-se daquela:

- Aconteceu! - foi gravada na época da nossa abertura política. Cruz e Credo falei em política. Detesto falar de política.

Já vou eu aqui falar de outra coisa. Claro que vou me antecipar a mim. Eu não tenho mágoas, nem ressentimentos, nem ódios no coração. Isso me foi perguntado por minha mãe, ao que respondi exatamente o que acabei de dizer. E minha mãe, que não era política, era enfermeira, ficou viúva entre os 38 e 39 anos de idade, disse:

- Você é melhor do que seu pai. -ou:

- O filho é melhor do que o pai. - estas são as palavras exatas dela.

E me disseram que eu ia sentir falta dela, eu falo um pouco diferente. Ao invés de sentir falta, eu sinto é saudade.

E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.

 

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