POETAS SEMPRE OS HÁ

 Nalgum lugar deste nosso mundo existe o paraíso. Eu sempre sonhei com isto. E vim para esta pequena cidade do interior mineiro acompanhando minha mãe e um irmão. E aqui os perdi. Hoje eles se encontram nas mãos de Deus. E eu, já cicatrizada a ferida da perda dos dois, vivo e moro aqui, quer dizer no meu paraíso. Minha mãe me deixou uma pensão por motivos de saúde, e eu vou vivendo feliz porque aqui é meu paraíso. O meu tão sonhado paraíso. 

E daqui eu escrevo e publico. Hoje mesmo eu paguei o frete de envio a mim de exemplares impressos e publicados de um texto meu. E como isto me deixa feliz. E tenho um bom currículo literário, mais para um escritor bissexto. Mas as circunstâncias da minha vida não depõem contra minha biografia literária. Não, graças a Deus, não. E me perguntaram porque eu escrevo. Eu respondi:

- Porque gosto.

E pensei um pouco e disse:

- Porque gosto e porque sei fazer.

E digo: vou levando. Ao que um primo meu diz:

- Chico Buarque é um cretino!

Ele não é obrigado, de modo nenhum, a gostar do poeta e cantor. Mas ele parece não compreender que a obra do Chico Buarque aí está, e ajuda a muita gente humilde até hoje. E o Chico Buarque abriu portas para muitos outros poetas.

Este negócio de abrir portas é muito importante. Eu, por exemplo, acompanhei a arte poética popular ouvindo muito nossos poetas populares. Eles normalmente apareciam muito mesmo era fazendo letras para os gênios da música popular brasileira.

E muita gente que surge hoje, com suas contribuições são fruto destes espíritos fecundos da atmosfera de nossa sociedade no século XX. Hoje muita gente boa é aquele novo que se senta no bar com o velho. 

E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.

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