LEMBRANDO-ME

 Não me importa ser repetitivo. Acho que já contei esta estória.´É a minha estória. E, porque a conto outra vez? Não é difícil falar. Os Beatles tinham uma canção onde cantavam: "Sing again." Coisa assim, porque o meu inglês se perdeu no tempo. Eu ouvia The Beatles lá pelos meus 11 anos de idade. E os ouvi pela última vez nos anos 1970. Fui servir como soldado na FAB nestes anos. Claro, meu pai morrera e eu tive que me virar. Mas antes de meu pai morrer ele construíra uma casa, que nos deixou. Minha mãe, nestes mesmos anos 1970, resolveu mudar-se com todos os filhos para Belo Horizonte. Servi dois anos na FAB, e logo estava com a minha mãe e meu irmãos. Hoje aqui estou me lembrando. Uma tia nos emprestou um apartamento, onde moramos, a minha família toda. Logo compramos uma casa e fomos para ela.

A casa que compramos precisava de reforma. Eu tive meu primeiro emprego. Era eu um funcionário completamente despolitizado. O que quer dizer, nunca liguei para a política. Tive uma experiência até ai, que era para me deixar amargo se eu vivesse de lembranças ruins. E graças a Deus aqui estou. E me considero criativo, atuando na Literatura, através de pequenas editoras.

E assim sou feliz.  Não me faço difícil de entender. Só que ás vezes eu estou mergulhado em leituras mais difíceis e me vem uma ou outra visita. Eu tenho um defeito. Levanto-me da minha mesa de trabalho e lá vou com a leitura na mente. Nestas horas a minha conversa é difícil, não porque eu queira. Mas porque o que eu estava lendo vai comigo. E não sou rico. Tenho inclusiva poucos bens. Uma mesa de trabalho, onde eu rascunho um poema, um conto ou uma crônica. Para atender a uma das editoras com que trabalho. E tenho um computador pessoal. O qual utilizo para enviar via email o texto do trabalho do momento. E no mais minhas coisas mais pessoais. E sou muito feliz assim.

Pela manhã, quando acordo, procuro ligar a TV e ver o noticiário do dia. Neste nosso Brasil é preciso estar sempre informado.

E eu vou vivendo. Outro dia atendi um telefonema e era um primo. Ele me perguntou como eu estava, eu respondi:

- Eu vou levando.

Para mim esta é uma expressão popular, fácil de entender. E ele lá do outro lado me disse:

- Chico Buarque é  um cretino.

E o telefonema não teve outra conversa. Só silêncio. E estava lá eu pensando em Chico Buarque? Só sei que o músico popular tinha sido agraciado com o Prêmio Camões. A vingança não foi minha.

E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.  

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