EU POUCO E AQUI
Estava eu lá esperando que me dessem serviço. Me aparece um colega pedindo que eu escrevesse um texto para o sindicato. Eu levei o pedido dele a sério e acabado o expediente fui para a Faculdade de Filosofia onde eu era um aluno iniciante. E aquilo de escrever o tal texto em meu espírito. Hoje me vejo naquela hora. Era eu inexperiente de tudo no meu emprego. E já sei hoje: a inexperiência é a mãe da incompetência. E assim me vejo.
Mas escrevi o texto, baseando-o num livro de sociologia, de modo que não ofendi a ninguém. Mas insatisfeito com a situação pedi demissão. Outro dia, andando no centro da cidade, encontro o tal colega, penso em me desviar dele. Mas nos confrontamos. E ele me diz:
- Por que pediu demissão?
Eu não uso de franqueza é com ninguém, não fui educado assim. Dou qualquer desculpa, como se a isso algo me obrigasse. E sigo em frente. Escrever aquele texto que ele me pediu não me prejudicou. Porque eu me desviei de perigos ao escrevê-lo. Mas contente com tal colega nunca fiquei. É horrível ser tido como bobo. E lembrei-me disso e aqui registro o acontecimento. Que na verdade não tem finalidade nem educativa.
Nem depois disso eu não passei ninguém para trás. Mesmo sabendo que há sujeitos assim. Me confesso ingênuo. Mas o que fazer? As pessoas afinal são assim. Mostram-nos coisas de suas vidas, mas vida nenhuma é igual uma a outra. Como por exemplo, agorinha vi uma foto de um jovem pai jogando bola, e seu filhinho olhando-o. Claro, a foto foi tirada com a intenção de pelo menos ser mostrada ao filho quando ele crescer.
E hoje eu falei muito pouco de mim. Porque na minha mente pousou o tema de conhecer o coração humano. Depois de ler algo com este título. E isso, sim, se eu conseguir, escreverei com mais competência.
E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.
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