ESCRITOR E EDITOR
Eu, aqui, esperando publicações de escritos meus, e os editores demorando tanto. Pensei comigo: não tem importância. Eu me viro. E, mudando de assunto, vou falar um pouco de angústia. Da angústia de um escriba. Eu sei que não sou o melhor escritor dos que surgiram agora. Mas os editores deviam ser mais respeitosos com nossos sentimentos. Principalmente aquele sentimento que antecede toda espera. A espera dos resultados impressos e publicados do que escreveram. Prometem e só prometem nos remeter nossos exemplares do que escrevemos. É que eu tenho meus compromissos relativos ao que pedi que imprimissem e publicassem. Principalmente eu, que já tenho para onde remeter os meus exemplares.
Não é só a minha vaidade de ser um escritor e ter como provar isto. É que esta espera me causa uma angústia terrível.
E por falar de angústia, eu em quem encontraram o que diagnosticar. Me diagnosticaram com ansioso. E eu que me julgava angustiado. Não ouso contrariar o diagnóstico do profissional da saúde. Mas aqui comigo eu penso: nossos sentimentos se transformaram em males a serem diagnosticados. Eu, heim! Que o seja, então.
Deste modo todo mundo acaba tendo um mal a ser curado. Ride, ridentes.
Eu, hoje, moro e vivo numa pequena cidade do interior de Minas. E aqui eu sou um homem satisfeito. As minhas remessas de textos meus para os editores são feitas dentro do prazo para os editores, via informática. E eu não sou atendido com total satisfação. Bolas!
E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.
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