DE MIM, MAIS UMA VEZ

 Estive aqui pensando na minha solidão criativa. De que vale o meu pouco nome literário, se me falta o completo perdão de Deus. Sei que sou casado e logo após divorciado, mas se eu morrer agora eu deixo uma filha. Que Deus na sua imensa misericórdia me perdoe.

A infelicidade que acabo de confessar acima é a única que me atormenta. No mais sou feliz. E muito mais feliz quando estou escrevendo. Como agora. E graças aos meus poucos conhecimentos já conquistei alguma colocação no mundo do trabalho formal, através de concursos públicos. Minha última colocação foi numa Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, no curso de Filosofia que não terminei. O que me desautoriza completamente de filosofar.

Porém aqui estou. Na casa vizinha a esta que minha mãe deixou estão celebrando agora o culto religioso deles. Coisa de que tem direito como diz o Artigo 5o. da Constituição Federal, a Constituição Cidadã.

Eu me confesso, sou católico, batizado e crismado, e minha irmã caçula que se ocupa de me cuidar, e me cuida muito bem, como tutora, me nutre de leitura. Todo mês ela compra dois livros para mim. E eu procuro manter minha leitura em dia. Para merecer os outros dois livros do mês seguinte. Para este mês de agosto eu já pedi meus dois livros e ela disse que já comprou. Os livros devem vir pelos Correios. Como disse Jesus Cristo:

- Nem só de pão vive o homem.

Claro, eu comecei minha vida de leitor lendo a Bíblia. Hoje tenho uma boa biblioteca. Que outros hão de achar pequena. Mas para mim é, hoje, uma biblioteca suficiente.

E leio muito. E escrevo. De modo que a minha vida mundana hoje é a parte que escrevo e as editoras com que lido publicam.

E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.

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