CULTURA DA VIDA E CULTURA DO LIVRO
Li nalgum pequeno volume que o Paideuma Poundiano não funciona mais. Acho este dito equivocado. Deve ter sido dito por algum solitário e fechado em sua torre de marfim poeta. E se foi porque Ezra Pound era esquizofrênico, pior ainda. Pois eu tenho certeza de que um esquizofrênico é bem capaz de amar. Primeiro ele ama a vida. E desde que possa garantir-se financeiramente ele pode levar a vida que quer. E é claro ele não pode dispensar a ajuda para que sua saúde seja cuidada. Falo por experiência própria. Eu que sou esquizofrênico já trabalhei e hoje aqui estou e rezo. Dizer que a poesia de um esquizofrênico não funciona é uma posição no mínimo autoritária. É tirar dos que sofrem com a saúde mental o direito de se expressar literariamente. Não se pode confundir literatura com doença.
E tenho feito minha literatura e às vezes leio textos de Pound e dos poetas que ele recomenda. Me faz bem à alma e ao espírito. Embora eu não possa dizer que alma e espírito se confundem. Para mim dizer o que vem a ser a alma, é difícil. Pois considero alma um conceito religioso e espírito um conceito filosófico. E não continuo a discussão comigo mesmo por medo de errar.
Mas o que eu vejo numa poesia tanto quanto num poema é a beleza em primeiro lugar. Politicamente desde que aprendi e rezo para não desaprender que a política da família é o bem estar com os familiares. Eu posso falar nisso, minha mãe às vezes ficava triste comigo. Mas pouco antes de morrer me disse:
- O filho é melhor que o pai.
E eu lembro desta frase até hoje. Soou como uma fala de perdão dada a mim.
Mas vamos falar de cultura livresca. O que não se pode é confundir é cultura do livro com cultura da vida. Na vida preferi me recolher em casa. E tive meus motivos.
E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.
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