MINHA ESCRITA
Escrever, dizia Drummond, é um duro ofício. Hoje, escrever chega a ser uma aventura. A nossa escrita vai de encontro a um trabalho que não sabemos onde vai parar. Claro, ninguém precisa pagar para me ler. Então, a minha escrita resulta num ofício que exerço muito mais à vontade. Mas, nem por isso eu não tenho patrão, porque tenho. E os patrões desconhecidos são muito mais exigentes.
Ei, você aí que me lê tomara que sorria de prazer com minha palavras. E não vai nisso nenhuma reclamação irônica. Eu falo dura e francamente.
O mais difícil é escrever mesmo. Escrever como os escritores sempre escreveram. Lançando o que escrevo aos olhos alheios e desconhecidos. Isso só me exige mais cuidado, um cuidado prazeroso de escrever melhor a cada vez. O meu tema como constantemente eu escrevo é minha escrita, ou a escrita pura. A escrita pura se anuncia mais quando eu digo que sou um pretenso literato. E é o que tento ser. Para não dizerem que sou um malandro-coca-cola.
E por falar nisso, malandro coca-cola é aquele elemento da classe média que se desdiz. Eu digo e redigo que estou aqui tentando fazer minha literaturazinha. E a literatura para prender a atenção e ler nas horas vagas. O que mais?
Eu junto minhas palavras conforme vou podendo juntar. Na base do palavra puxa palavra. E eu não tenho grandes segredos na minha escrita. Passar bem.
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