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Mostrando postagens de junho, 2024

POÉTICA BREVE

Existe sim esta coisa a que chamam de estética poética. Agora, creio eu que ela acontece quase sem intenção. O que quero dizer que ela surge espontaneamente quando se é poeta. E o que quero dizer? Quando se é poeta?  Assistia eu a uma aula de Introdução à Filosofia, e a mestra nos disse que Chico Buarque tinha uma poderosa intuição. Eu guardei as palavras dela. E hoje aqui digo que a intuição de uma inspiração poética existe. O sujeito está lá comodamente com os amigos e diz: - Me deem licença, eu volto já. E vai e compõe um soneto. É que naquela hora antes de pedir licença ele teve a tal de intuição. Intuição de uma realidade diferente da que ele está vivendo. E que ele põe no poema que acaso escreveu. No soneto, como dizíamos. E pensando assim eu ligo o nome de Chico Buarque às palavras da Mestra de Filosofia.  E dizem que quando o sujeito não nasceu para escrever, nada adianta. Eu não digo isso. Digo que para ser escritor artístico tem-se que cultivar o talento acaso existe...

SEM ESSA DE CLASSE SOCIAL

 A última postagem que eu escrevi, eu a intitulei de Nós, O Povo. È que já pensava em escrever esta. E nesta postagem aqui vou eu tentando me contextualizar no meio social do Brasil. Eu estou situado aproximadamente mesmo é na classe média. E nós gente da classe média nunca fomos elite em lugar nenhum como queria que eu fosse uma colega de trabalho minha. E disso eu sempre me ri bastante. Mas quando me digo classe média eu até me sinto melhor. Mas mesmo sendo classe média eu me sinto melhor é junto ao povo. Junto ao assim chamado povo. E o que chamam povo são os pobres. Eu fico vendo é quanta gente tem vergonha de não ter se enriquecido. Esta gente devia ter vergonha é de não reconhecer talentos artísticos que existem indiferentemente as suas posses. Muitas posses a gente pode olhar de um ponto de vista até negativo. Porque cega o dono para os prazeres simples da vida. E tem gente que aprende a se comportar como um desses que muito possui. E despreza todo tipo de sensibilidade. Cla...

NÓS, O POVO

Tinha uma canção do Roberto Carlos que dizia algo como: "o meu português incorreto". Pois é, vim eu lendo os mais diversos textos que me chegam às mãos. De textos de português corretíssimo até textos de gente pouco escolarizada. E me lembrei do verso com que iniciei esta postagem. O gênio criativo do povo brasileiro é por demais conhecido. Ainda não descobri a poesia autenticamente mineira vinda do povo. Mas deve existir. Pois vejam as artes populares mais visíveis. Como o artesanato. E como a escultura, que chamo assim porque ainda não vi outro nome. O gênio brasileiro aí está. Tanto para as artes como para os outros ofícios. E tem gente mais qualificada do que eu que já disse que nosso povo tanto tem talento como tem gosto artístico. Talento, inteligência. Estava lendo textos universitários que se debruçam sobre esta matéria. E lá estão estudos que se fizeram sobre este aspecto da índole nossa popular. E isso muito orgulha, o talento e a inteligência do nosso povo. Mas, mai...

COMUNICAÇÃO

As ruas de minha cidade natal viviam infestadas de palavras. Palavras de toda ordem. Se você duvida vá até lá e leia a princípio o Jornal do Povão e o Jornal do Poste. Os estudantes de Comunicação de Minas conhecem o assunto de que estou falando. Se isso é bom, não sei. Vai ver é. Mas para os habitantes da terra os jornais do Povão e do Poste prestavam serviços inestimáveis de informação ao alcance de todos. Mas ultimamente não sei se ainda é do modo como digo. Vindo de lá um jovem, ele me disse: -  Lá agora é outra cidade. - Como assim? - eu perguntei. E ele respondeu: - Lá já não é a cidade do seu tempo. E então eu compreendi. Minha terra natal tinha perdido a inocência. O que me tirou todo o ânimo de lá voltar. Pode ser que eu também tenha envelhecido, o que é mais provável. Nem sei se tenho ainda alguma juventude de espírito. Mas convenhamos, nos tempos atuais temos que ter coragem de cair na real.  E eu hoje estou aqui nesta cidadezinha sossegada, alegre por ter sobrevivi...

ESPÍRITO DE POESIA BAIXE EM MIM

A poesia anda ausente de mim. Minha cabeça anda ocupada com estudos sobre uma autora. E vou lendo o que posso sobre ela e hoje é que venho aqui pedir: - Espírito de poesia baixe em mim. Mas a poesia é custosa e não veio. Então registro o que posso nesta postagem. Veio foi o cabeleireiro e cortou meu cabelo. E passei a me sentir melhor. E até conversei com ele enquanto ele cortava o cabelo. Claro, já notou o leitor, eu sou sempre um escritor sem inspiração. E é por isso que vou no processo de palavra puxa palavra. Que me rende bem minhas postagens. Estas e as passadas. Os textos que faço aqui me dão a sensação boa de que ainda sou criativo. E vou confessar, para ser criativo cada leitor é que julga se o sou. E se algum julgar positivamente, eu até me convenço de que o sou. Pode é parecer que eu estou pedindo demais. Mas, vamos em diante. Na verdade não basta ser criativo para ser um escritor de sucesso. Sucesso é ser muito lido. Para mim é. Para outros o sucesso é o bolso cheio de dinhe...

LENDO E ESCREVENDO

Fiz uma viagem rápida à capital do meu estado, Estava lá uma cidade tranquila e eu e meu irmão passamos de carro pelas ruas, sem alarde. Fomos e voltamos e aqui estou eu escrevendo esta postagem. Estou feliz e experimento a alegria de viver. Li hoje pela manhã frases que me encorajaram a ter alegria. Claro, eu me explico, a grande alegria de minha vida é ter um texto para ler e outra é poder escrever. E quando estou aqui no meu quarto-estúdio me encontro entre meus livros e rascunhos que faço. Óbvio, não existe escritor sem rascunho. E venho e lanço aqui meu texto diário. Esta pequena cidade do interior me fornece a paz necessária para me inspirar. Não sei se os frutos de minha inspiração encantam. Mas minha intenção é agradar escrevendo. Coitado do escritor que não quer ser agradável. Há escritores que são didáticos. Mesmo assim eles têm que saber encantar para poder ensinar.  Os manuais de redação tem que ser muito bem escritos, senão coitado do aprendiz. Mas voltemos ao início. ...

DIZENDO

Nasci a 09 de março. Fiz aniversário há alguns meses passados. E fico mais velho a cada dia que passa. E como diz a secretária que me ajuda, todos nós ficamos mais velhos a cada dia. E é ela também quem disse que se tivesse tempo ia escrever para o proveito dos outros. E é verdade, as palavras escritas servem aos olhos alheios. E este olhos alheios aos nossos são quem dizem se nossos escritos têm mérito. Quando escrevemos e merecemos o aplauso dos outros é que podemos ficar crentes ou não. Embora, eu siga um conselho amigo de que não devemos ficar crentes. Atrapalha nosso modo de ser no mundo. Devemos ser capazes de receber os aplausos com naturalidade. Assim com eu recebi os cumprimentos pelo meu aniversário. Hoje estou aqui já cônscio de que fiz minha nova idade. E dando graças a Deus por estar sobrevivendo. E por falar em não ficar crente, eu me explico. A pessoa que me disse que não devemos ficar crentes queria dizer que não devemos envaidecer por aplausos. Eela estava certa. Razão...

ESCRITA FORA DA MODA

 Às vezes escrever é só escrever. Outras vezes precisamos dos amigos. Sim, dos amigos, quando eles não são mesquinhos e são, ao contrário grandes humanamente. Um amigo que tenha o coração grande nos inspira poemas que muitas vezes não cremos que nós seríamos capazes de escrever. E desde que estamos escrevendo, eu por exemplo, venho aqui e escrevo minhas postagens. E chamo-as de minha escrita. E dou a elas a ambição literária. Ambição literária sim, porque meu coração inflamado dá voltas em torno de mim mesmo e eu vou usando as palavras que conheço. Muitos escritores já consagrados chamaram a literatura de arte da palavra. Eu creio que já posso ousar falar do mesmo modo. E a arte da palavra precisa de uma certa habilidade para ser exercida. Essa  habilidade  o escritor adquire na leitura e depois na escrita. Se o escritor for hábil na escrita ele corre o risco de agradar a muitos leitores. Se vai ter leitores até o fim de sua carreira eu não sei dizer. Seria desejável. Par...

MINHA ESCRITA

 Escrever, dizia Drummond, é um duro ofício. Hoje, escrever chega a ser uma aventura. A nossa escrita vai de encontro a um trabalho que não sabemos onde vai parar. Claro, ninguém precisa pagar para me ler. Então, a minha escrita resulta num ofício que exerço muito mais à vontade. Mas, nem por isso eu não tenho patrão, porque tenho. E os patrões desconhecidos são muito mais exigentes. Ei, você aí que me lê tomara que sorria de prazer com minha palavras. E não vai nisso nenhuma reclamação irônica. Eu falo dura e francamente. O mais difícil é escrever mesmo. Escrever como os escritores sempre escreveram. Lançando o que escrevo aos olhos alheios e desconhecidos. Isso só me exige mais cuidado, um cuidado prazeroso de escrever melhor a cada vez. O meu tema como  constantemente eu escrevo é minha escrita, ou a escrita pura. A escrita pura se anuncia mais quando eu digo que sou um pretenso literato. E é o que tento ser. Para não dizerem que sou um malandro-coca-cola. E por falar nisso...

SER FELIZ

 Eu hoje tenho setenta anos de idade. Houve um tempo em que, de vez em quando, eu me dizia: - Estou falido. Estava falido mas era no final do mês. Muitas contas a pagar. E praticamente todas pagas. E quando o outro mês começava lá estava eu comprando de novo. Ás vezes, a prestações, mas nunca me endividava de modo a perder a cabeça. Agora imagine você se eu fosse casado. Nunca ia poder tomar umas e outras com os amigos. Hoje enfim achei o sossego. E que sossego gostoso! Tanto é que posso vir aqui e escrever. Com minhas pretensões de literato de classe média. Confesso isso com a minha tranquilidade de que toda noite peço a Deus perdão pelos meus pecados. Que não são cabeludos, tenho a consciência tranquila. Mas aposentado, posso ficar lendo e escrevendo. Filho eu coloquei uma só no mundo. Que até hoje não me deu trabalho. E ela está viva, de modo eu fico atento. E minha filha trabalha. Já deve estar perto de se aposentar também. E para quem tem memória fraca, lembro que sou divorcia...

O HOMEM E O FUTURO

 A escrita, diziam os escritores, e é como se dissessem ainda, que onde se escreve o em branco aceita tudo. O que quer dizer que quem escreve é quem dá qualidade ao que se escreve. E é mais ou menos assim. Eu acrescento que quem lê também ajuda ao escrito ter seu valor reconhecido. E é assim. Mas isso não quer dizer que se pode ir escrevendo qualquer coisa. Não se pode escrever sem rumo, deve-se dar atenção ao que se escreve para que a escrita tenha lá seu sentido. Um pouco de se escrever sobre nada, pode ser possível. Desde que se busque ao menos a ordem e beleza das palavras. Eu não vou nem tentar descrever o que é a beleza da escrita. Mas, digo, o escritor tem além dos seus recursos naturais, a possibilidade de ler antes de procurar o seu assunto. Encontrado o seu assunto ele terá em mãos o seu tema. Que poderá desenvolver. O desenvolvimento de um assunto por escrito, se bem escrito, dá bastante possibilidade de beleza ao escrito. Dirão que eu estou me repetindo, aqui falando da...

A ARTE DO POVO

 O povo, esta entidade, tem seus objetos de arte. Que os componentes de cada um dos seus grupos fazem. Uma cesta enfeitada em cores pode servir para a madame ir à rua passear. Um boi pode ser esculpido em barro e cozido e pintado. Viou ver já tem museus abrigando e mostrando esse boi. E alguns do povo são hoje verdadeiras estrelas da arte primitivista. Vide G.T.O. em Minas Gerais. E eu aqui dou valor à arte do povo, só não coleciono. E dessa forma vamos caminhando para o futuro de uma nação realmente democrática. Onde caibam todos os elementos constitutivos de sua composição. E o povo vem e chega mais ao nosso alcance. Assim o conheceremos melhor. E os seus filhos terão enfim um lugar reconhecido para ocupar. Graças a um impulso primeiro da arte. A arte do povo, que já existe.

O VAZIO QUE NEM TODOS CONHECEM

Eu vi em livros considerados de valor que a mãe de Machado de Assis tinha tido origem humilde. E consideraram erro de nosso mestre escritor o fato de ele tê-la abandonado. Eu considero este assunto controvertido. Porque a sociedade da época não o admitiria como um homem qualificado, como de fato era, para exercer os cargos que exerceu. Aqui é que está a controvérsia. O erro foi do homem Machado ou da sociedade em que vivia? Vemos no mundo de hoje, muita gente até mudando com os filhos para locais melhores de se viver. Alegam todos que querem melhorar de vida. Na verdade quem não quer melhorar de vida. E nisso fazem as coisas mais absurdas. Claro, já que a sociedade da época de Machado de Assis nunca foi julgada, porque se preocupar com a nossa sociedade atual. E nisso vemos bolsões de miséria restarem sobre as terras do nosso país. O presidente da república atual nos disse que ia acabar com a fome, acabar ou tentar acabar. Num país em que existe fome, os seus filhos em melhores situaçã...

O PAI POBRE

 Passei uns dias distante e ausente daqui. Nas verdade sem ideias que eu pudesse desenvolver. Mas, hoje, cansei de não ter ideias e vim. Vou registrando estas palavras na minha escrita. Talvez para dizer que ainda estou vivo. Talvez por necessidade de escrever. Penso na palavra pensar. E pensar é só pensar. Pensa melhor o que lê mais. Claro, porque para mim o pensamento é melhor dado ao ser humano pelas palavras. Uma pessoa diz: "Tive uma ideia." São três palavras que podem gerar até ação. Ou são três palavras que podem criar um texto. E já que tive a ideia de dizer criar, é do pensamento que sai a palavra criatividade. Eu não consigo definir criatividade de forma definitiva. No máximo me vem a lembrança da lição aprendida: "Criar é dar forma." Dar forma e eu penso logo nos artistas. Eles principalmente é que dão forma a algo. Utilizam seus materiais próprios a cada arte que exerçam e nos dão beleza. Os músicos nos dão música. Os pintores nos dão pintura. Os escrito...