A FALTA DE PÉROLAS
Hoje vou viajar para a capital. Vou ao médico, consultá-lo a respeito de um resultado de uma biópsia. Espero que eu esteja com tudo em ordem no meu corpo. Uma coisa que prezo é minha saúde. Estou me preparando para a viagem. Mais ou menos já estou acostumado a pegar estrada até lá. E volto, quando vou, sempre com bons resultados. Agora, vou escrever sobre o momento que vivo agora, Já estou pronto para viajar. E o que eu queria neste momento era dar um sentido belo ao meus escritos de hoje.
Porque eu me preocupo com o valor estético do que escrevo. Muitas vezes penso que ficou bom e bonito o que escrevi. Mas os meus escritos aqui não são submetidos a nenhuns olhos alheios. De maneira que não tenho a quem pedir apreciação. E, de repente, vai ver e o escrito saiu pobre. Pobre de beleza.
Mas, o que seria um escrito belo? Eu não sei definir o que seria. Normalmente, até eu mesmo, as pessoas julgam bonito, ou seja, bonita é uma poesia. Ou então, como eu já vi, enquanto vim vivendo com leitores, os leitores acham bonito o texto que se encaixa perfeitamente nelas.
Mas seguindo este caminho, eu penso, não vou achar muita coisa. Pérolas também surge inesperadamente no seio de um texto. São um lampejo na pena dos escritores, isto acontece. Privilegiado então é o autor que enche seu escrito de pérolas estilísticas. Estas pérolas de que falo eu creio que os leitores não as acharão nesta postagem. Modéstia? Não, é o meu senso crítico funcionando. Pois bem, dada ao estado do meu espírito que não achou até aqui nenhuma dessas belezas do estilo, despeço-me.
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