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Mostrando postagens de maio, 2024

SÓ PARA DIZER ALGO

Quem pode se queixar dos meus assuntos são os meus ocasionais leitores. Portanto, antes que o façam eu peço a todos eles desculpas sérias. Não é que eu vá me corrigir.  Mas o meu modo de escrever é este mesmo. A única coisa que tenho a meu favor é que ainda não recebi queixas. E para as queixas um escritor de verve deve ter um bom arsenal de desculpas. Que caibam entre ele e o queixante. Mas, vamos adiante. Hoje aqui venho claudicando, isto é, acho até que pior do que o de sempre. Peço portanto aos leitores mais quietos que arquivem meu escrito no arquivo dos que não querem ter memória de textos chatos. Textos chatos são aqueles que se parecem com pessoas chatinhas. Uns acham estas pessoas chatinhas, outros as perdoam de tudo e dizem que elas são simpáticas. O do segundo grupo costumam ser a minoria. E hoje, que até eu acho meu texto muito chato, não estou contando com ninguém, isto é, com nenhuma minoria. E se assim é, me darei por muito gratificado se alguém ler esta minúscula po...

EM BUSCA DO BELO LITERÁRIO

 Eu venho aqui, vez em quando, e escrevo. Espero que não seja em vão, porque eu busco sempre a beleza da escrita. Eu sei que é difícil consegui-la, e não digo que a consigo sempre. Mas como eu disse, eu a busco. O que para mim é como dizer que eu tento. Tentar fazer da escrita uma escrita bela, é uma luta dura. Não é tão pouco comparável ao que dizia nosso poeta: "O duro, duro ofício de escrever." E esse ofício é tão mais duro quão menor é a disponibilidade do escritor. Portanto, os escritores habituados a escreverem com beleza serão sempre meus maiores heróis da língua. Já não vou tão longe como outros que vivem por aí a citar autores estrangeiros. Porque a maior beleza é a que contém no seu seio a nossa brasilidade. Sejamos brasileiros, sem cairmos no pecado de conspurcamos a nossa língua. E a nossa língua é rica. Rica em construções e em criações tanto de prosa quanto poéticas de antanho. Como contemporâneas. Eu muitas vezes passo o meu tempo lendo obras lá do século XIX. ...

UM POUCO DE MIM

 Eu estava ali, parado na esquina, e me lembrei de que tinha que vir e escrever. Vi homens sem fazer nada, e me recolhi em casa com certa pressa. Ao chegar e estar no meu quarto-estúdio sossegado pensei que aqueles homens à toa bem podiam também escrever. Porque, claro, com o preço módico dos  PCs, qualquer um pode comprar o seu e aprender a lidar com o WORD.  Mas, por outro lado, cada qual sabe de si. E silencio minha sugestão antes que eles me façam as deles. Eu estou satisfeito de ter o que fazer em casa. A empregada já se foi, deixou tudo o que preciso pronto. E daqui a pouco eu vou é jantar. Querem maior comodidade para mim? Não é que eu seja um comodista, existem muitas coisas a que eu não me acostumei. Como cozinhar. Lavar roupa e passá-la. E eu nunca vou me acostumar a arrumar a casa. Mas, deixemos isto de lado. Quero falar da minha estadia nesta pequena cidade do interior. Estadia a que já me acostumei e aprecio com os olhos de quem vê este fato como o bem melhor...

NADA COMO UM DIA ATRÁS DO OUTRO

 Eu tenho uma empregada inteligente, como eu nunca vi outra. Estávamos sem frutas, e ela disse, pensando que eu estava sem dinheiro: - Nada como um dia atrás do outro - querendo não absolutamente dizer nada, mas como quem estivesse pensando numa solução. Claro, para amanhã. Eu a chamei e tirando um maço de notas do bolso disse: - Toma o dinheiro, ontem eu me esqueci de lhe dar. Ela pegou as notas e foi ao verdureiro, em busca da compra de frutas. Eu sorri satisfeito. Dentro em pouco ela estaria fazendo a minha vitamina de abacate no liquidificador. E foi o que aconteceu. E eu corri aqui para escrever isto. Comecei dizendo que ela, a doméstica, é muito inteligente e é. Eu não tenho jeito de transmitir escrevendo a inteligência dela. E sabem por que? Porque a gente sente a inteligência dela com o pensamento. E, aqui, assunto encerrado. Tomei a minha vitamina de abacate, e pensei que com ela podendo falar, a solução não ficou para amanhã, veio foi hoje mesmo. E tenho dito.

A FALTA DE PÉROLAS

Hoje vou viajar para a capital. Vou ao médico, consultá-lo a respeito de um resultado de uma biópsia. Espero que eu esteja com tudo em ordem no meu corpo. Uma coisa que prezo é minha saúde. Estou me preparando para a viagem. Mais ou menos já estou acostumado a pegar estrada até lá. E volto, quando vou, sempre com bons resultados. Agora, vou escrever sobre o momento que vivo agora, Já estou pronto para viajar. E o que eu queria neste momento era dar um sentido belo ao meus escritos de hoje. Porque eu me preocupo com o valor estético do que escrevo. Muitas vezes penso que ficou bom e bonito o que escrevi. Mas os meus escritos aqui não são submetidos a nenhuns olhos alheios. De maneira que não tenho a quem pedir apreciação. E, de repente, vai ver e o escrito saiu pobre. Pobre de beleza.  Mas, o que seria um escrito belo? Eu não sei definir o que seria. Normalmente, até eu mesmo, as pessoas julgam bonito, ou seja, bonita é uma poesia. Ou então, como eu já vi, enquanto vim vivendo com l...

E VOU FELIZ

 Estava aqui pensando em escrever alguma coisa, só não sabia o que. É como a mente nossa, às vezes pensamos ter muita coisa na mente, e na hora H nos dá um branco. Um branco, isso acontece com muitas pessoas que eu conheço. Mas estas pessoas se esforçam, pedem que ao redor se faça silêncio, e de repente se recordam do que julgavam ter esquecido. Eu sei que com os escritores isso é vergonhoso acontecer. Mas, o que fazer? Passe o dia sem assunto, poderia eu dizer como desculpa. Mas seria uma desculpa sem fundamento. Agora, falando sério, no reino das palavras nos damos ao luxo de escrever de qualquer maneira. Sim, porque ainda não cheguei ao ponto de me sacrificar para escrever. Escrevo no computador comodamente. E esse poderia ser um bom conselho. Aconselhar as pessoas a comprar o seu computador pessoal e escrever. Nada mal. Às vezes eu venho aqui com mais inspiração e escrevo um conto. Quanto a dizer que todos têm o mesmo talento, isso eu não faço. Eu admiro todas as pessoas talent...