E ELE FOI-SE EMBORA

Aquele acontecimento na estória dele foi, no mínimo, triste. O fato é que ele se casou com ela. E também se descasou. Por ali nunca tinham visto coisa igual. Dois descasados que conviviam. E muito bem. Mas outra coisa veio a acontecer. O falatório dos que eram alheios ao caso dos dois. Causou muito mal estar para os dois. É que ele se explicou assim:

- Os que danaram a falar eram provincianos demais.

- O que você quer dizer?

- Ora, nem ler um livro que conta estórias, liam.

- Mais ou menos eu compreendo.

- Mas, tem mais mais.

- O que?

- Você que me contou estórias da sua terra, sabe. Na sua, na minha terra, essas coisas não se cansam de acontecer.

- E então porque o mal estar causado?

- É simples. Aquilo ali era uma empresa.

- Não compreendo.

- Não? Pense que todos estavam sujeitos a promoção quanto a punições ali.

- Ah, agora ficou óbvio.

- Religiosamente, o caso era de adultério.

- Pela lei também.

- A empresa demitiu alguém?

- Não, esperaram. E ele ofereceu a solução. Se demitiu. Ficou bem para ele, e para todos.

- E ele foi-se embora.

- É. 

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