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POÉTICA BREVE

Existe sim esta coisa a que chamam de estética poética. Agora, creio eu que ela acontece quase sem intenção. O que quero dizer que ela surge espontaneamente quando se é poeta. E o que quero dizer? Quando se é poeta?  Assistia eu a uma aula de Introdução à Filosofia, e a mestra nos disse que Chico Buarque tinha uma poderosa intuição. Eu guardei as palavras dela. E hoje aqui digo que a intuição de uma inspiração poética existe. O sujeito está lá comodamente com os amigos e diz: - Me deem licença, eu volto já. E vai e compõe um soneto. É que naquela hora antes de pedir licença ele teve a tal de intuição. Intuição de uma realidade diferente da que ele está vivendo. E que ele põe no poema que acaso escreveu. No soneto, como dizíamos. E pensando assim eu ligo o nome de Chico Buarque às palavras da Mestra de Filosofia.  E dizem que quando o sujeito não nasceu para escrever, nada adianta. Eu não digo isso. Digo que para ser escritor artístico tem-se que cultivar o talento acaso existe...

SEM ESSA DE CLASSE SOCIAL

 A última postagem que eu escrevi, eu a intitulei de Nós, O Povo. È que já pensava em escrever esta. E nesta postagem aqui vou eu tentando me contextualizar no meio social do Brasil. Eu estou situado aproximadamente mesmo é na classe média. E nós gente da classe média nunca fomos elite em lugar nenhum como queria que eu fosse uma colega de trabalho minha. E disso eu sempre me ri bastante. Mas quando me digo classe média eu até me sinto melhor. Mas mesmo sendo classe média eu me sinto melhor é junto ao povo. Junto ao assim chamado povo. E o que chamam povo são os pobres. Eu fico vendo é quanta gente tem vergonha de não ter se enriquecido. Esta gente devia ter vergonha é de não reconhecer talentos artísticos que existem indiferentemente as suas posses. Muitas posses a gente pode olhar de um ponto de vista até negativo. Porque cega o dono para os prazeres simples da vida. E tem gente que aprende a se comportar como um desses que muito possui. E despreza todo tipo de sensibilidade. Cla...

NÓS, O POVO

Tinha uma canção do Roberto Carlos que dizia algo como: "o meu português incorreto". Pois é, vim eu lendo os mais diversos textos que me chegam às mãos. De textos de português corretíssimo até textos de gente pouco escolarizada. E me lembrei do verso com que iniciei esta postagem. O gênio criativo do povo brasileiro é por demais conhecido. Ainda não descobri a poesia autenticamente mineira vinda do povo. Mas deve existir. Pois vejam as artes populares mais visíveis. Como o artesanato. E como a escultura, que chamo assim porque ainda não vi outro nome. O gênio brasileiro aí está. Tanto para as artes como para os outros ofícios. E tem gente mais qualificada do que eu que já disse que nosso povo tanto tem talento como tem gosto artístico. Talento, inteligência. Estava lendo textos universitários que se debruçam sobre esta matéria. E lá estão estudos que se fizeram sobre este aspecto da índole nossa popular. E isso muito orgulha, o talento e a inteligência do nosso povo. Mas, mai...

COMUNICAÇÃO

As ruas de minha cidade natal viviam infestadas de palavras. Palavras de toda ordem. Se você duvida vá até lá e leia a princípio o Jornal do Povão e o Jornal do Poste. Os estudantes de Comunicação de Minas conhecem o assunto de que estou falando. Se isso é bom, não sei. Vai ver é. Mas para os habitantes da terra os jornais do Povão e do Poste prestavam serviços inestimáveis de informação ao alcance de todos. Mas ultimamente não sei se ainda é do modo como digo. Vindo de lá um jovem, ele me disse: -  Lá agora é outra cidade. - Como assim? - eu perguntei. E ele respondeu: - Lá já não é a cidade do seu tempo. E então eu compreendi. Minha terra natal tinha perdido a inocência. O que me tirou todo o ânimo de lá voltar. Pode ser que eu também tenha envelhecido, o que é mais provável. Nem sei se tenho ainda alguma juventude de espírito. Mas convenhamos, nos tempos atuais temos que ter coragem de cair na real.  E eu hoje estou aqui nesta cidadezinha sossegada, alegre por ter sobrevivi...

ESPÍRITO DE POESIA BAIXE EM MIM

A poesia anda ausente de mim. Minha cabeça anda ocupada com estudos sobre uma autora. E vou lendo o que posso sobre ela e hoje é que venho aqui pedir: - Espírito de poesia baixe em mim. Mas a poesia é custosa e não veio. Então registro o que posso nesta postagem. Veio foi o cabeleireiro e cortou meu cabelo. E passei a me sentir melhor. E até conversei com ele enquanto ele cortava o cabelo. Claro, já notou o leitor, eu sou sempre um escritor sem inspiração. E é por isso que vou no processo de palavra puxa palavra. Que me rende bem minhas postagens. Estas e as passadas. Os textos que faço aqui me dão a sensação boa de que ainda sou criativo. E vou confessar, para ser criativo cada leitor é que julga se o sou. E se algum julgar positivamente, eu até me convenço de que o sou. Pode é parecer que eu estou pedindo demais. Mas, vamos em diante. Na verdade não basta ser criativo para ser um escritor de sucesso. Sucesso é ser muito lido. Para mim é. Para outros o sucesso é o bolso cheio de dinhe...

LENDO E ESCREVENDO

Fiz uma viagem rápida à capital do meu estado, Estava lá uma cidade tranquila e eu e meu irmão passamos de carro pelas ruas, sem alarde. Fomos e voltamos e aqui estou eu escrevendo esta postagem. Estou feliz e experimento a alegria de viver. Li hoje pela manhã frases que me encorajaram a ter alegria. Claro, eu me explico, a grande alegria de minha vida é ter um texto para ler e outra é poder escrever. E quando estou aqui no meu quarto-estúdio me encontro entre meus livros e rascunhos que faço. Óbvio, não existe escritor sem rascunho. E venho e lanço aqui meu texto diário. Esta pequena cidade do interior me fornece a paz necessária para me inspirar. Não sei se os frutos de minha inspiração encantam. Mas minha intenção é agradar escrevendo. Coitado do escritor que não quer ser agradável. Há escritores que são didáticos. Mesmo assim eles têm que saber encantar para poder ensinar.  Os manuais de redação tem que ser muito bem escritos, senão coitado do aprendiz. Mas voltemos ao início. ...

DIZENDO

Nasci a 09 de março. Fiz aniversário há alguns meses passados. E fico mais velho a cada dia que passa. E como diz a secretária que me ajuda, todos nós ficamos mais velhos a cada dia. E é ela também quem disse que se tivesse tempo ia escrever para o proveito dos outros. E é verdade, as palavras escritas servem aos olhos alheios. E este olhos alheios aos nossos são quem dizem se nossos escritos têm mérito. Quando escrevemos e merecemos o aplauso dos outros é que podemos ficar crentes ou não. Embora, eu siga um conselho amigo de que não devemos ficar crentes. Atrapalha nosso modo de ser no mundo. Devemos ser capazes de receber os aplausos com naturalidade. Assim com eu recebi os cumprimentos pelo meu aniversário. Hoje estou aqui já cônscio de que fiz minha nova idade. E dando graças a Deus por estar sobrevivendo. E por falar em não ficar crente, eu me explico. A pessoa que me disse que não devemos ficar crentes queria dizer que não devemos envaidecer por aplausos. Eela estava certa. Razão...